Nesta sexta-feira, ao menos 23 estados e o Distrito Federal enfrentam fortes chuvas, conforme alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Seis alertas foram divulgados, sendo quatro de nível elevado para precipitações intensas, deslizamentos e alagamentos. O principal aviso, classificado como “Grande Perigo”, abrange a fronteira entre Rio de Janeiro e São Paulo, com […]
Nesta sexta-feira, ao menos 23 estados e o Distrito Federal enfrentam fortes chuvas, conforme alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Seis alertas foram divulgados, sendo quatro de nível elevado para precipitações intensas, deslizamentos e alagamentos. O principal aviso, classificado como “Grande Perigo”, abrange a fronteira entre Rio de Janeiro e São Paulo, com previsão de chuvas superiores a 100 mm/dia e riscos de alagamentos e transbordamentos de rios.
Além disso, quatro alertas laranjas foram emitidos para estados do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, incluindo Minas Gerais, Maranhão, Ceará e Pernambuco. Essas áreas podem registrar chuvas de até 100 mm/dia e ventos entre 60 e 100 km/h, com riscos adicionais de cortes de energia e quedas de árvores. Os alertas amarelos, que indicam “Perigo Potencial”, afetam uma vasta região, incluindo Amazonas, Goiás e Rio Grande do Sul, com chuvas entre 20 e 30 mm/h.
O fenômeno conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é o responsável pelas chuvas intensas, que devem persistir até o próximo domingo. Meteorologistas destacam que o Sudeste será a região mais afetada, com volumes de chuva que podem ultrapassar 300 mm em algumas áreas de Minas Gerais e São Paulo. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) alerta para os riscos de alagamentos e deslizamentos, especialmente em áreas já saturadas.
A previsão para fevereiro indica que o clima continuará instável, com temperaturas elevadas e chuvas acima da média em várias regiões. Guilherme Borges, meteorologista da Climatempo, ressalta que as condições típicas do verão, com dias quentes e chuvas frequentes, devem prevalecer, embora algumas áreas, como o Espírito Santo, possam registrar volumes menores. O fenômeno de resfriamento das águas do Oceano Pacífico também pode influenciar as chuvas, reforçando a formação de canais de umidade entre as regiões.
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