Gabriel de Paiva, fotógrafo do jornal O Globo, vivenciou um dia atípico no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 2024. Após uma manhã de trabalho, ele decidiu caminhar no Leme, onde a previsão era de 35°C. No entanto, ao se aproximar de Copacabana, deparou-se com uma supercélula, um fenômeno meteorológico raro na região, […]
Gabriel de Paiva, fotógrafo do jornal O Globo, vivenciou um dia atípico no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 2024. Após uma manhã de trabalho, ele decidiu caminhar no Leme, onde a previsão era de 35°C. No entanto, ao se aproximar de Copacabana, deparou-se com uma supercélula, um fenômeno meteorológico raro na região, que traz consigo granizo, chuvas intensas e ventos fortes, podendo até gerar tornados.
Determinado a registrar o evento, Gabriel correu até a beira d’água, utilizando uma lente de 14 milímetros para capturar a imensidão da nuvem. Em meio à cena, uma mãe e seu filho fugiam da tempestade iminente, o que adicionou um elemento humano à sua fotografia. A sessão durou menos de cinco minutos, antes que a chuva torrencial e os ventos o forçassem a buscar abrigo em um quiosque.
As imagens enviadas para a redação resultaram em destaque na capa do jornal no dia seguinte e também foram incluídas na retrospectiva anual da editoria de Fotos. A tempestade causou estragos em várias partes do Rio, com relatos de granizo, alagamentos e árvores derrubadas. A fotografia de Gabriel não apenas capturou um momento dramático, mas também refletiu as mudanças climáticas que o mundo enfrenta, evidenciando a necessidade de ações urgentes para mitigar desastres naturais.
No dia seguinte, o clima se estabilizou, mas a imagem da nuvem ameaçadora sobre a praia serviu como um alerta sobre a crescente intensidade de eventos climáticos extremos, um tema que especialistas têm enfatizado como crítico para o futuro.
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