Produtores das regiões oeste e central do Rio Grande do Sul enfrentam perdas irreversíveis nas lavouras de soja devido ao calor intenso e à seca prolongada, com temperaturas superando os 40 graus. Desde dezembro, a falta de chuvas significativas tem afetado principalmente os campos de soja precoce da safra 2024/25, levando a uma possível perda […]
Produtores das regiões oeste e central do Rio Grande do Sul enfrentam perdas irreversíveis nas lavouras de soja devido ao calor intenso e à seca prolongada, com temperaturas superando os 40 graus. Desde dezembro, a falta de chuvas significativas tem afetado principalmente os campos de soja precoce da safra 2024/25, levando a uma possível perda total se a estiagem persistir. Atualmente, 61 cidades do estado estão em estado de emergência.
O agricultor Leonardo Soprano, de São Sepé, que planta 900 hectares de soja, estima uma quebra de 50% a 70% na produção, com a produtividade caindo de 50 sacas por hectare para apenas 25. Em Jari, Augusto Campos relata que colheu apenas quatro sacas por hectare em suas lavouras, após registrar uma sensação térmica de 50ºC. Ele menciona que o gado está em dificuldades, lambendo pedras devido à falta de pasto.
Em São Francisco de Assis, Jocemar Tamiosso prevê uma quebra de 80% na soja precoce e 50% a 60% nas cultivares mais tardias. Ele destaca que muitos produtores estão considerando parar de plantar para proteger seus patrimônios. A cidade de Quaraí, que já registrou a maior temperatura do estado em 115 anos (43,8ºC), também sofre com a estiagem, resultando em perdas significativas para pequenos produtores como Rogério Martins, que estima um prejuízo de R$ 180 mil.
A Emater-RS ainda não possui dados quantitativos sobre as perdas, mas o diretor-técnico Claudinei Baldissera alerta que os prejuízos serão severos, especialmente na soja, que ocupa 6,8 milhões de hectares no estado. A Conab projetou uma produção de 20,340 milhões de toneladas de soja no Rio Grande do Sul para a safra 2024/25, um aumento de 3,5% em relação à safra anterior, mas as condições climáticas atuais podem comprometer essas estimativas.
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