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Justiça determina prisão de diretora de creche por agressões a criança em SP

- A diretora Marina Rodrigues de Lima foi filmada agredindo um aluno em Osasco. - A Justiça de São Paulo decretou sua prisão temporária, mas ela é considerada foragida. - A investigação apura denúncias de maus-tratos e tortura a crianças de dois e três anos. - Ex-funcionária gravou as agressões e relatou comportamento violento da diretora. - Prefeitura de Osasco cassou alvará da escola e oferece vagas na rede municipal.

A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária de Marina Rodrigues de Lima, diretora da Escola de Educação Infantil Alegria de Saber, em Osasco, após a divulgação de um vídeo em que ela aparece agredindo um aluno. O pedido de prisão, solicitado pela Polícia Civil, foi aceito na noite de terça-feira, 11 de fevereiro, […]

A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária de Marina Rodrigues de Lima, diretora da Escola de Educação Infantil Alegria de Saber, em Osasco, após a divulgação de um vídeo em que ela aparece agredindo um aluno. O pedido de prisão, solicitado pela Polícia Civil, foi aceito na noite de terça-feira, 11 de fevereiro, e Marina é considerada foragida. A investigação está em andamento para cumprir o mandado.

No vídeo, um menino é visto chorando e sendo isolado em uma mesa. Marina se aproxima, força a criança a beber de uma caneca e a agride com vários tapas no rosto. A Polícia investiga a diretora por maus-tratos, lesão corporal e tortura. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que um inquérito foi aberto e que as imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.

A ex-funcionária Ingrid Oliveira, que gravou as agressões, relatou à TV Globo que notou o comportamento agressivo de Marina e decidiu registrar as ações. Ela afirmou: “Se fosse minha filha eu ia querer que me contasse, e foi isso que eu fiz”. A mãe de um dos alunos, Larissa Soares, notou mudanças no comportamento do filho em casa, que começou a replicar as ações da diretora e apresentava sinais físicos das agressões. Ela decidiu transferi-lo para outra escola.

Em resposta ao caso, o prefeito de Osasco, Gerson Pessoa (Podemos), cassou o alvará de funcionamento da escola e se reuniu com pais e funcionários, além de membros do Conselho Tutelar. A Prefeitura ofereceu vagas na rede municipal para as crianças afetadas. O UOL tentou contato com a escola e com Marina, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

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