Dois criminosos em uma motocicleta assassinaram um ciclista em São Paulo e roubaram seu celular. Em um incidente separado, a menos de cinco quilômetros, outros dois homens mataram um jovem turista que reagiu ao roubo do aparelho. Em Curitiba, uma dupla realizou um arrastão em um ônibus, levando nove celulares. No Rio de Janeiro, criminosos […]
Dois criminosos em uma motocicleta assassinaram um ciclista em São Paulo e roubaram seu celular. Em um incidente separado, a menos de cinco quilômetros, outros dois homens mataram um jovem turista que reagiu ao roubo do aparelho. Em Curitiba, uma dupla realizou um arrastão em um ônibus, levando nove celulares. No Rio de Janeiro, criminosos têm atuado em arrastões em universidades e eventos, como o show da Anitta na Marina da Glória. Esses casos refletem a inoperância das autoridades no combate ao crime.
Embora o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) tenha apontado uma queda de 4,7% nos furtos e roubos de celulares em 2023, quase um milhão de aparelhos ainda são subtraídos anualmente. A queda, embora positiva, não é suficiente para demonstrar uma resposta efetiva das forças de segurança. Os criminosos têm se adaptado, buscando novos métodos para roubar celulares, como atacar as vítimas enquanto utilizam os aparelhos ou exigindo senhas.
Os celulares roubados são frequentemente utilizados para fraudes, transferências de dinheiro e compras, além de serem revendidos em mercados menos rigorosos. O estado do Piauí tem se destacado no combate a esse problema, focando na prisão de receptadores. A polícia local, em colaboração com empresas de telefonia, rastreou milhares de aparelhos roubados usando seus identificadores únicos, conhecidos como IMEI. Essa estratégia resultou em uma queda de 37% nos roubos de celulares em 2024.
Apesar das iniciativas como o aplicativo Celular Seguro, que visa bloquear linhas telefônicas e operações financeiras, ainda há muito a ser feito. Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, sugere a criação de um banco nacional de IMEIs, o que poderia dificultar a revenda de produtos roubados. Renato Sérgio de Lima, presidente do FBSP, afirma que é possível combater os roubos de celulares, mas isso requer que os governadores priorizem o crime e que o governo federal integre os IMEIs em uma base de dados nacional.
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