As investigações sobre o assassinato do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, ocorrido em novembro no Aeroporto de Guarulhos, revelaram a participação de Danielle Bezerra do Santos, esposa de um dos policiais envolvidos. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificou Danielle como uma figura central em um esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava a organização […]
As investigações sobre o assassinato do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, ocorrido em novembro no Aeroporto de Guarulhos, revelaram a participação de Danielle Bezerra do Santos, esposa de um dos policiais envolvidos. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificou Danielle como uma figura central em um esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O MP-SP solicitou a prisão preventiva de Danielle na última sexta-feira, 21, mas a decisão judicial ainda não foi proferida.
Danielle é uma das doze pessoas denunciadas por envolvimento no atentado contra Gritzbach, incluindo oito policiais. Entre os acusados estão o empresário Ademir Pereira de Andrade, o advogado Ahmed Hassan Saleh, e diversos investigadores e delegados da Polícia Civil. O MP-SP alega que Danielle cobrava dívidas de outros membros da facção, utilizando ameaças de morte, aproveitando-se da posição de seu marido na polícia.
Além disso, Danielle teria utilizado sua conexão com líderes do PCC, como Janeferson Aparecido Mariano Gomes e Felipe Geremias dos Santos, para intimidar credores. As investigações indicam que ela e seu marido, Rogério de Almeida Felício, conhecido como Rogerinho, atuaram juntos para ocultar a origem de valores ilícitos. Em uma operação, o casal tentou lavar R$ 783 mil em 2021 através de uma empresa de fachada.
Os investigadores também apontam que Danielle pode ter ajudado a disfarçar a origem de um relógio Rolex, supostamente pertencente a Gritzbach, que estava em posse de Rogerinho após uma extorsão ao empresário. As evidências coletadas pelo MP-SP sugerem um envolvimento profundo de Danielle nas atividades criminosas, destacando a complexidade do esquema que liga membros da polícia a organizações criminosas.
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