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Turistas britânicos relatam experiências surpreendentes em sua volta à Coreia do Norte

- A Coreia do Norte reabriu suas fronteiras para turistas ocidentais após cinco anos. - Turistas enfrentam rígidos controles e itinerários limitados, revelando pobreza. - Visitas incluem locais como fábricas e escolas, com guias locais acompanhando. - Críticas surgem sobre turismo beneficiando o regime, não a população local. - Interações entre turistas e guias revelam curiosidade, mas também censura.

Os turistas ocidentais que visitam a Coreia do Norte são orientados a não insultar líderes ou ideologias, e a não julgar. Essas regras são apresentadas antes da travessia da fronteira, onde não há sinal de telefone, internet ou caixas eletrônicos. Rowan Beard, da Young Pioneer Tours, destaca que os norte-coreanos têm opiniões e um senso […]

Os turistas ocidentais que visitam a Coreia do Norte são orientados a não insultar líderes ou ideologias, e a não julgar. Essas regras são apresentadas antes da travessia da fronteira, onde não há sinal de telefone, internet ou caixas eletrônicos. Rowan Beard, da Young Pioneer Tours, destaca que os norte-coreanos têm opiniões e um senso de humor, e que os turistas devem ouvir e entender o povo local. Após cinco anos de fronteiras fechadas devido à pandemia, duas empresas ocidentais retomaram as viagens, atraindo viajantes ansiosos, muitos deles vloggers.

Na última quinta-feira, um grupo de turistas de países como Reino Unido, França, Alemanha e Austrália cruzou a fronteira para uma viagem de quatro noites em Rason. O YouTuber britânico Mike O’Kennedy ficou impressionado com o controle extremo durante a visita, que incluía passeios a uma fábrica de cerveja e uma escola, sempre acompanhados por guias locais. Ele notou que todos estavam trabalhando, o que lhe pareceu um sinal de um ambiente opressivo. Um momento marcante foi uma apresentação escolar com crianças dançando ao som de animações de mísseis.

Os itinerários atuais evitam a capital Pyongyang, e Greg Vaczi, da Koryo Tours, acredita que Rason foi escolhida por ser mais fácil de controlar. A região, um enclave econômico especial, permite um certo nível de capitalismo em um estado socialista. Joe Smith, um viajante experiente, comentou que cada visita traz mais perguntas do que respostas, destacando uma visita a um mercado de bens de luxo, onde produtos importados eram vendidos. No entanto, as restrições de movimento foram mais severas do que em viagens anteriores, com menos oportunidades de interação com a população local.

As interações com os guias, que falam inglês e estão bem informados, oferecem uma visão limitada da realidade norte-coreana. Embora tenham conhecimento de eventos globais, como as tarifas de Trump e a guerra na Ucrânia, um guia não sabia sobre a queda do presidente sírio Bashar al-Assad. O turismo na Coreia do Norte é controverso, com críticos argumentando que beneficia principalmente o regime. Joanna Hosaniak, da Citizens Alliance for North Korean Human Rights, afirma que o dinheiro dos turistas vai para o estado e seu exército, sem beneficiar a população. Mike O’Kennedy ficou tocado ao ouvir uma menina expressar o desejo de visitar o Reino Unido, sem saber que suas chances eram mínimas.

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