A Orquestra Voadora homenageou, nesta terça-feira, Ailton Krenak, o primeiro indígena eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, unindo folia e militância. Com o tema “Ideias para adiar o fim do mundo: o carnaval como ferramenta criativa e de inovação para reimaginar um futuro possível”, o bloco contou com a presença de representantes do Movimento […]
A Orquestra Voadora homenageou, nesta terça-feira, Ailton Krenak, o primeiro indígena eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, unindo folia e militância. Com o tema “Ideias para adiar o fim do mundo: o carnaval como ferramenta criativa e de inovação para reimaginar um futuro possível”, o bloco contou com a presença de representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), coletivos feministas e porta-vozes da causa indígena, que entoaram cantos tradicionais da etnia Guajajara.
O tradicional cortejo teve início na altura do Outeiro da Glória às 15h e terminou no Museu de Arte Moderna, sob uma temperatura de 36ºC. Os foliões mostraram criatividade e consciência ambiental, buscando formas de se refrescar. A expectativa era de atrair cerca de 200 mil pessoas. Julio Nascimento, que retornou ao carnaval após seis anos, destacou a importância da sustentabilidade ao reutilizar pedaços de fantasia.
A inovação também se manifestou na escolha de acessórios práticos, como o “cinto do Batman”, que permitia aos foliões carregar latinhas de bebida, água e protetor solar. Gabriela Cortez explicou que o cinto facilita a hidratação e a performance musical. Enquanto isso, o público buscou abrigo do sol nas sombras das árvores, adaptando-se às condições climáticas. Johnny Victório comentou sobre a necessidade de encontrar soluções para lidar com o calor intenso durante o desfile.
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