A fábrica de sorvetes Doce Verão, localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi interditada na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, após a viralização de um vídeo que mostrava uma barata dentro de um picolé. O registro foi feito por um banhista na Praia do Recreio dos Bandeirantes, onde uma consumidora comprou o sorvete […]
A fábrica de sorvetes Doce Verão, localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi interditada na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, após a viralização de um vídeo que mostrava uma barata dentro de um picolé. O registro foi feito por um banhista na Praia do Recreio dos Bandeirantes, onde uma consumidora comprou o sorvete recheado com o inseto. O homem que filmou a cena expressou sua indignação, afirmando: “Coisas que só acontecem no Recreio, olha isso”.
A fiscalização realizada pela Secretaria de Defesa do Consumidor e pelo Procon-RJ revelou diversas irregularidades sanitárias e estruturais na fábrica. Entre os problemas encontrados estavam mofo nas paredes e no teto, ralos inadequados, ausência de telas de proteção contra pragas e a falta de licença sanitária e certificado do Corpo de Bombeiros. O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirmou que a interdição é uma medida necessária para proteger a saúde da população.
Além da interdição, a Doce Verão pode enfrentar uma multa que pode chegar a R$ 13 milhões. O Procon informou que a fábrica terá um prazo de 15 dias para apresentar defesa. Após esse período, será feita uma avaliação das irregularidades e das justificativas apresentadas, podendo resultar na aplicação da multa. A fábrica só poderá reabrir após realizar as adequações necessárias e cumprir todas as exigências legais.
A Doce Verão, que opera desde 2016 e distribui produtos na região, deverá apresentar um plano de adequação para retomar suas atividades. A Secretaria e o Procon continuarão monitorando o caso para garantir que todas as normas sanitárias e regulatórias sejam cumpridas. Até o momento, a TV Globo não conseguiu contato com os proprietários da fábrica.
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