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Empresários dos EUA devem manter compromisso com o Acordo de Paris, afirma presidente da COP 30

- O Brasil sediará a COP 30 em novembro de 2025, reunindo 193 países da ONU. - O embaixador André Corrêa do Lago acredita que dois terços dos empresários dos EUA manterão compromisso com o Acordo de Paris. - Apesar da retirada dos EUA, a indústria americana deve respeitar as regras climáticas, segundo Corrêa do Lago. - O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, destaca a importância do setor privado nas ações climáticas. - Corrêa do Lago enviou carta aos países da UNFCCC abordando desafios da conferência, mencionando fragmentação nas negociações.

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O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, afirmou que dois terços dos empresários norte-americanos continuarão comprometidos com as metas do Acordo de Paris, apesar da retirada dos Estados Unidos do acordo sob a administração de Donald Trump. As declarações foram feitas durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representa […]

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, afirmou que dois terços dos empresários norte-americanos continuarão comprometidos com as metas do Acordo de Paris, apesar da retirada dos Estados Unidos do acordo sob a administração de Donald Trump. As declarações foram feitas durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que representa o setor empresarial brasileiro. A COP 30 ocorrerá em novembro de 2024 em Belém (PA), reunindo todos os 193 países da ONU e cinco territórios.

Corrêa do Lago destacou que a maior parte da indústria dos EUA respeitará as regras climáticas, mesmo com a ausência do governo americano. Ele mencionou que conversou com representantes do setor e que dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA devem seguir as diretrizes do Acordo de Paris. O embaixador enfatizou a necessidade de regras climáticas universais, afirmando que a responsabilidade recai sobre o setor privado.

O Acordo de Paris, assinado em 2015, visa limitar o aquecimento global a menos de 2°C até o final do século, com esforços para restringir esse aumento a 1.5°C. Ricardo Alban, presidente da CNI, ressaltou que as ações climáticas são frequentemente lideradas pela indústria, e a participação do Brasil na COP 30 será crucial para a formulação de políticas públicas eficazes. Ele também destacou a importância do multilateralismo e da ciência na abordagem das questões climáticas.

Nesta manhã, Corrêa do Lago divulgou uma carta aberta aos países signatários da Convenção-Quadro das Nações sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), abordando os desafios da conferência. No documento, ele fez referências à paralisia e fragmentação nas negociações climáticas, aludindo à saída dos Estados Unidos do acordo, sem citar o país diretamente.

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