Um carro-bomba explodiu na madrugada desta quinta-feira nas proximidades da Penitenciaría del Litoral, em Guayaquil, a prisão mais perigosa do Equador. O ataque, que está sob investigação, envolveu um veículo carregado de dinamite, resultando na destruição de cinco carros estacionados nas redondezas. A explosão deixou um agente penitenciário morto e duas pessoas feridas, incluindo um […]
Um carro-bomba explodiu na madrugada desta quinta-feira nas proximidades da Penitenciaría del Litoral, em Guayaquil, a prisão mais perigosa do Equador. O ataque, que está sob investigação, envolveu um veículo carregado de dinamite, resultando na destruição de cinco carros estacionados nas redondezas. A explosão deixou um agente penitenciário morto e duas pessoas feridas, incluindo um policial que fazia parte do cerco de segurança da prisão, conforme informou o chefe da polícia da área de Pascuales.
Este atentado representa o quarto ataque contra a Penitenciaría del Litoral, um local marcado por uma história de violência, com pelo menos sete episódios de massacres que resultaram em 500 mortes de presos nos últimos quatro anos. A explosão ocorre a um mês da segunda volta das eleições e em meio a um estado de exceção decretado pelo presidente Daniel Noboa, que inclui a implementação do plano de segurança Fénix, focado na militarização da segurança. No entanto, o aumento de militares nas ruas e prisões parece insuficiente diante da crescente violência do crime organizado.
Nos primeiros três meses de 2024, mais de 1.500 pessoas foram assassinadas no país, um aumento alarmante após a massacre na semana passada em Socio Vivienda 2, onde 22 pessoas foram mortas em um conflito entre facções da gangue Los Tiguerones. As balas continuaram a ecoar na região sem resposta das autoridades, evidenciando a fragilidade da segurança pública.
Ao amanhecer, a cena ao redor da penitenciária era devastadora, com policiais recolhendo as barreiras metálicas espalhadas pela avenida Daule e restos de veículos queimados entre os escombros. Comerciantes da área limpavam os vidros quebrados de suas vitrines, também danificadas pela força da explosão. A violência continua a deixar marcas profundas em uma cidade que vive sob o peso do luto e do caos.
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