A Polícia Civil de São Paulo encerrou a investigação sobre o assassinato de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, com o indiciamento de seis pessoas. O crime, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos em 8 de novembro de 2024, foi motivado por vingança, conforme o inquérito de 500 páginas enviado à Justiça. A polícia identificou os […]
A Polícia Civil de São Paulo encerrou a investigação sobre o assassinato de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, com o indiciamento de seis pessoas. O crime, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos em 8 de novembro de 2024, foi motivado por vingança, conforme o inquérito de 500 páginas enviado à Justiça. A polícia identificou os PMs como executores, agindo sob ordens de Emilio Carlos Gongorra, conhecido como Cigarreira. A conclusão foi baseada em interceptações telefônicas e mensagens que totalizaram 6 terabytes de dados.
Os indiciados incluem Cigarreira, Diego Amaral, e três policiais militares: Denis Martins, Ruan Rodrigues, e Fernando Genaro. Todos enfrentam acusações de homicídio qualificado, emboscada, e associação criminosa. Até o momento, três PMs estão presos e outros três permanecem foragidos. A polícia solicitou a prisão preventiva de todos os envolvidos. Gritzbach, que havia colaborado com a Justiça, foi assassinado por ser acusado de ter mandado matar Anselmo Santa Fausta, um traficante do PCC.
A delegada Luciana Peixoto afirmou que há provas técnicas que ligam os mandantes ao crime, incluindo diálogos que indicam a presença de Didi próximo ao local do assassinato. O inquérito revelou que Kauê Amaral, olheiro do grupo, monitorou a chegada de Gritzbach ao aeroporto. A investigação, que durou 126 dias, analisou mais de 20 mil páginas de documentos e diversos dados de segurança, resultando em um relatório robusto para sustentar futuras denúncias pelo Ministério Público.
Além do indiciamento, a polícia continua a investigar um núcleo de apoio que pode ter auxiliado na execução e fuga dos criminosos. Gritzbach estava colaborando com investigações sobre lavagem de dinheiro do PCC e a participação de policiais em atividades ilícitas no momento de sua morte. A força-tarefa, coordenada por Osvaldo Nico, destacou a importância das evidências coletadas para a responsabilização dos envolvidos.
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