Charles Kibaki Muchiri, guia de montanha, observa a geleira Lewis no Monte Quênia, que está em rápida degradação. Com quase 25 anos de experiência, ele recorda a espessura das neves eternas que cobriam os cumes, agora reduzidas a dois pequenos blocos de gelo. “Era realmente lindo”, lamenta, alertando que a geleira pode desaparecer em poucos […]
Charles Kibaki Muchiri, guia de montanha, observa a geleira Lewis no Monte Quênia, que está em rápida degradação. Com quase 25 anos de experiência, ele recorda a espessura das neves eternas que cobriam os cumes, agora reduzidas a dois pequenos blocos de gelo. “Era realmente lindo”, lamenta, alertando que a geleira pode desaparecer em poucos anos, o que impactará o turismo na região.
Estudos, como o de 2011 do glaciólogo Rainer Prinz, indicam que a geleira Lewis perdeu cerca de 90% de seu volume entre 1934 e 2010. O Monte Quênia, uma das poucas montanhas africanas com geleiras, pode ficar sem elas até 2030. O aumento da temperatura do oceano Índico e a redução da umidade são fatores que contribuem para essa perda, levando ao derretimento das geleiras.
Análises por satélite em 2024 revelam que o Kilimanjaro tem apenas 8,6% de sua geleira, enquanto o Monte Quênia possui 4,2%. Entre 2016 e 2022, a geleira do Monte Quênia perdeu mais da metade de sua área, reduzindo-se de 0,15 km² para 0,069 km². Essa diminuição afeta o ecossistema local e as comunidades que dependem dos rios formados por essas geleiras.
Além do derretimento das geleiras, as mudanças climáticas têm causado deslocamentos em massa devido a desastres ambientais. Centenas de milhares de pessoas foram forçadas a deixar suas casas em 2024, com eventos extremos como ciclones e incêndios. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) destaca que os sinais de mudança climática atingiram níveis alarmantes, com 2024 sendo o ano mais quente em 175 anos de medições.
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