Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, foi preso em 6 de agosto de 2024 durante a operação Salus et Dignitas, que investigou um esquema de vigilância na favela do Moinho, em São Paulo. A ação revelou que a favela funcionava como um centro de inteligência do PCC, com imóveis equipados para monitorar a polícia. Leo do Moinho é acusado de ser o verdadeiro dono de hotéis e comércios na região, registrados em nome de outra pessoa, mas sua defesa afirma que ele é inocente e que a prisão é injusta. O governo planeja remover os moradores da favela, o que gerou protestos, incluindo incêndios em trilhos de trem. Leo do Moinho já tinha sido preso antes e estava em liberdade condicional. Ele foi absolvido em um caso de tráfico em 1997, mas condenado em 2018 por organização criminosa. A denúncia afirma que ele e seu grupo abasteciam a Cracolândia com drogas e lavavam dinheiro por meio de empresas e investimentos. A operação também investiga torres clandestinas de telecomunicação usadas para monitorar a polícia.
Líder do tráfico de drogas é preso em operação no centro de São Paulo
Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, foi preso em 6 de agosto de 2024, durante a megaoperação Salus et Dignitas. A ação investiga um esquema de monitoramento e vigilância na favela do Moinho, no centro de São Paulo, e desmantelou parte da atuação do PCC na região.
Esquema de monitoramento policial descoberto
A investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que a favela do Moinho funcionava como um centro de inteligência da facção criminosa. Imóveis na área estavam equipados com câmeras, vigilantes e antenas para interceptar comunicações policiais.
Acusações e defesa do suspeito
Leo do Moinho é apontado como o real proprietário de hotéis e comércios na região central, registrados em nome de um laranja. A defesa nega as acusações e afirma que provará a inocência de seu cliente. O advogado Rodrigo Benetti declarou que a prisão é “abusiva e injusta”.
Remoção da favela e protestos
O governo estadual anunciou um plano de remoção gradual dos moradores da favela do Moinho, o que gerou protestos. Manifestantes atearam fogo aos trilhos da CPTM após relatos de agressões policiais durante uma invasão na comunidade.
Histórico criminal e liberdade condicional
Leo do Moinho já foi preso anteriormente, em 2021, e estava em liberdade condicional desde 2023. Ele foi absolvido em 1997 em um processo por tráfico de drogas, mas condenado em 2018 por formação de organização criminosa.
Lavagem de dinheiro e atuação do PCC
Segundo a denúncia, o grupo liderado por Leo do Moinho era responsável pelo abastecimento de drogas na Cracolândia e lavava dinheiro por meio de depósitos, transferências e investimentos em empresas e hotéis. A operação também investiga a instalação de torres clandestinas de telecomunicação para monitorar a polícia.
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