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Mulheres em Itaquera relatam medo e insegurança após assassinato de estudante da USP

Após o assassinato de Bruna Oliveira, mulheres em Itaquera relatam aumento do medo e mudanças em seus trajetos diários, evidenciando falhas na segurança pública.

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Mulheres que usam o terminal de metrô e ônibus Itaquera, em São Paulo, estão mais assustadas após o assassinato da estudante Bruna Oliveira, de 28 anos, em abril. Muitas mudaram seus trajetos diários e sentem que a segurança na área, já conhecida por violência, piorou. Usuárias relataram problemas como falta de iluminação e policiamento. A estudante Mayra Ribeiro, da USP Leste, disse que suas colegas alteraram rotas por causa da falta de segurança. Uma publicitária, que não quis se identificar, comentou que volta a pé do trabalho e se sente insegura. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) aumentou o policiamento na região, mas a sensação de insegurança continua. Embora os dados mostrem uma queda em alguns crimes, a violência contra mulheres aumentou na cidade. No primeiro semestre de 2025, houve 10.795 casos de feminicídio e crimes sexuais, um aumento em relação ao ano anterior. Moradores também reclamam da falta de infraestrutura e segurança, com a presença policial sendo notada apenas em dias de jogos no estádio do Corinthians, que fica perto do terminal. A ativista Juliana Costa afirmou que o aumento do comércio não trouxe mais segurança para as mulheres. A SSP disse que está trabalhando para combater o crime e a Prefeitura de São Paulo prometeu melhorar a iluminação pública na área.

Mulheres que utilizam o terminal de metrô e ônibus Itaquera, na zona leste de São Paulo, relatam aumento do medo após o assassinato da estudante Bruna Oliveira, de 28 anos. O crime, ocorrido no dia 13 de abril, gerou mudanças nos trajetos diários e uma sensação de insegurança persistente na região, já conhecida por episódios de violência.

Usuárias do terminal mencionam falhas na iluminação e na presença de policiamento. A estudante Mayra Ribeiro, da USP Leste, afirmou que várias colegas alteraram seus caminhos. “Não deveríamos ter que mudar nossos caminhos por causa da omissão do poder público”, disse. Uma publicitária, que preferiu não se identificar, revelou que frequentemente volta a pé do trabalho devido à demora dos ônibus, sentindo-se insegura mesmo acompanhada.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que o policiamento foi reforçado na área. No entanto, a sensação de insegurança continua. Dados do 65º Distrito Policial, responsável pela região, mostram que, apesar de uma queda de 6,73% nas ocorrências de crimes como estupro e roubo, a violência contra a mulher aumentou na cidade. No primeiro semestre de 2025, foram registrados 10.795 casos de feminicídio e crimes contra a dignidade sexual, um aumento de 5,53% em relação ao ano anterior.

Falta de infraestrutura e segurança no entorno do terminal também são preocupações. Moradores relatam que a região, marcada por galpões e terrenos vazios, carece de iluminação adequada e policiamento constante. Gabriela de Abreu, moradora local, destacou que a presença policial é notada apenas em dias de jogos no estádio do Corinthians, que fica próximo ao terminal.

A ativista Juliana Costa, que vive em Itaquera, afirmou que o aumento do comércio não trouxe mais segurança para as mulheres. “Aqui, as mulheres são privadas do direito à cidade”, declarou. A SSP, em nota, afirmou que mantém ações permanentes de combate ao crime, com foco especial nos crimes contra a vida. A Prefeitura de São Paulo também se comprometeu a vistoriar a área e reforçar a iluminação pública.

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