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Onça-pintada que atacou caseiro em MS passa por reabilitação e se alimenta bem

Onça-pintada que atacou caseiro em MS apresenta problemas de saúde e gera debate sobre interação entre humanos e animais selvagens.

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A onça-pintada que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, está em reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Campo Grande, MS. O animal, que pesa 94 quilos, está se alimentando bem, mas apresenta problemas de saúde, como alterações no fígado e rins, além de anemia leve. Ele foi encontrado durante uma operação da Polícia Militar Ambiental na região de Touro Morto e chegou ao CRAS na última quinta-feira. Os veterinários informaram que ele se alimenta uma vez por dia com uma refeição de sete quilos de proteína animal. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade está discutindo o futuro do animal com a Secretaria de Meio Ambiente do estado. O ataque que resultou na morte de Ávalo ocorreu quando ele foi atacado pela onça, e seu corpo foi encontrado em uma área de mata. A polícia investiga as causas do ataque, que podem incluir a escassez de alimento na região e o comportamento defensivo do animal. A prática de alimentar onças para atraí-las, que é ilegal em Mato Grosso do Sul desde 2011, pode ter contribuído para o incidente, pois isso faz com que os animais percam o medo dos humanos.

A onça-pintada que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalo, de sessenta anos, está em reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O animal, que pesa noventa e quatro quilos, foi resgatado na região de Touro Morto e apresenta problemas de saúde, incluindo alterações no fígado e rins, além de anemia leve.

O último boletim médico, divulgado na terça-feira, informa que a onça está se alimentando bem, consumindo cerca de sete quilos de proteína animal diariamente. Apesar de estar ativa, exames de imagem revelaram alterações agudas nos órgãos, mas não indicam insuficiência. A onça chegou ao CRAS na quinta-feira passada após ser encontrada por agentes da Polícia Militar Ambiental (PMA).

O ataque fatal ocorreu no dia 22 de abril, quando os restos mortais de Ávalo foram encontrados na mata. Ele foi dado como desaparecido após um guia de pesca notar sua ausência. Vestígios de sangue e pegadas de grande porte foram encontrados nas proximidades. A polícia investiga as causas do ataque, que podem incluir escassez de alimento, comportamento defensivo do animal ou ações involuntárias da vítima.

Discussões sobre o futuro da onça

Após o incidente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que discutirá os próximos passos para a onça em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O ataque é considerado o primeiro fatal de onça a um ser humano no Brasil em quase duas décadas, gerando preocupação sobre a interação entre humanos e animais selvagens.

Pesquisadores alertam para os riscos da prática de ceva, que consiste em alimentar onças para atraí-las, o que pode levar os animais a perderem o medo natural dos humanos. Essa prática é ilegal em Mato Grosso do Sul desde 2011, mas ainda ocorre. Além disso, a exibição de felinos e outros animais selvagens como se fossem pets nas redes sociais contribui para a falsa sensação de segurança em relação a esses animais.

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