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Erosão avança no litoral da Albânia e ameaça ecossistemas e turismo local

Erosão avança no litoral albanês, ameaçando ecossistemas e turismo, com o nível do mar subindo e construções descontroladas.

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O litoral da Albânia está enfrentando sérios problemas devido ao aquecimento global e à construção descontrolada. Em lugares como Velipoja e Golem, a erosão está destruindo áreas costeiras rapidamente, com o nível do mar subindo em média 10 centímetros globalmente nos últimos 30 anos. Cerca de 154 dos 273 quilômetros de litoral da Albânia estão sendo afetados. O Parque Velipoja, uma área protegida, está perdendo terreno para o mar, que avança mais de cinco metros por ano, ameaçando a vida marinha e a vegetação local. A Ilha Franz Jozeph, que antes era um habitat para aves, desapareceu em 2012. Em Kune, os moradores notam que as tempestades estão se tornando mais frequentes e o mar está avançando rapidamente, levando tudo consigo. As autoridades alertam que, até o final da década, mais de um terço das áreas costeiras pode sofrer inundações. Em Golem, os hoteleiros estão preocupados com a falta de ação das autoridades para controlar o desenvolvimento costeiro, já que a erosão está afetando diretamente o turismo e a economia local.

A Albânia enfrenta uma grave crise ambiental em seu litoral, especialmente nas regiões de Velipoja e Golem. A erosão costeira, intensificada por construções e mudanças climáticas, ameaça ecossistemas e o turismo local. Dados da NASA indicam que o nível do mar subiu em média 10 centímetros globalmente entre 1993 e 2023.

Cerca de 154 quilômetros dos 273 quilômetros de litoral adriático da Albânia estão sob risco de erosão, conforme afirma a especialista em planejamento urbano Besjana Shehu. O turismo no país cresceu significativamente, passando de 5,1 milhões de visitantes em 2018 para 10,1 milhões em 2023, mas a urbanização descontrolada está prejudicando a natureza. No Parque Velipoja, o nível do mar sobe mais de cinco metros por ano, invadindo florestas e ameaçando a biodiversidade.

A Ilha Franz Jozeph, que já era um ponto turístico, desapareceu em 2012, engolida pelo mar. Localizada a apenas 150 metros da costa, a ilha de 19,5 hectares era um habitat para aves marinhas. O professor de geografia da Universidade de Shkodra, Ervis Krymi, explica que a construção de barragens na região prendeu sedimentos, acelerando a erosão.

Em Kune, moradores relatam o aumento das tempestades marítimas e a perda de árvores na costa. O especialista ambiental Jak Gjini destaca que o mar avança sobre a terra a uma velocidade alarmante, em algumas áreas, superando 20 metros anualmente. Bunkers da era comunista também foram levados pelo mar, e a gerente de um restaurante local, Vera Faslliaj, alerta que em poucos anos, a costa pode desaparecer.

As autoridades reconhecem que a elevação do nível do mar representa riscos sérios de inundações para áreas urbanas. Até o final da década, mais de um terço das áreas costeiras, totalizando 1.082,45 quilômetros quadrados, sofrerão consequências diretas, segundo a agência nacional de proteção civil. Em Golem, hoteleiros expressam preocupação com a falta de ação das autoridades para controlar o desenvolvimento costeiro, que já resultou na perda de 70 metros de litoral nos últimos 16 anos.

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