Venice, a famosa “cidade flutuante”, enfrenta sérios problemas por causa do aumento do nível do mar e do afundamento do solo, que está acontecendo a uma taxa de cerca de 2 mm por ano. O engenheiro Pietro Teatini propôs uma solução para elevar a cidade, injetando água em aquíferos profundos, o que poderia levantar Venice em até 30 cm e dar um prazo de 50 anos para encontrar uma solução permanente. Essa ideia surgiu após observar como reservatórios de gás na Itália afetavam o nível do solo. Teatini planeja perfurar poços em um círculo de 10 km ao redor da cidade, garantindo que a água não contamine os reservatórios de água doce. Embora a ideia de injetar água em uma cidade que já tem problemas com excesso de água pareça arriscada, ele acredita que, se feito corretamente, pode ser seguro. O projeto poderia oferecer um tempo extra para que as autoridades desenvolvam uma estratégia mais eficaz para lidar com as inundações. Teatini destaca que, apesar de ser uma solução temporária, é uma das poucas opções viáveis que podem ser testadas rapidamente.
Venice, a famosa “cidade flutuante”, enfrenta sérios desafios devido ao aumento do nível do mar e à subsistência do solo, afundando cerca de 2 milímetros por ano. O engenheiro Pietro Teatini propõe uma solução inovadora: injetar água em aquíferos profundos para elevar a cidade em até 30 centímetros. Essa técnica poderia oferecer um prazo de 50 anos para desenvolver uma solução permanente.
Teatini, professor associado de hidrologia e engenharia hidráulica na Universidade de Pádua, acredita que essa abordagem pode ser a chave para salvar Venice. Atualmente, o governo italiano investe milhões de euros em barreiras de proteção contra inundações, mas a proposta de Teatini visa elevar o leito marinho, empurrando a cidade para cima. Ele estima que essa elevação poderia proporcionar um período de respiro para a cidade, permitindo que as autoridades busquem uma solução mais drástica.
Historicamente, Venice já enfrentou desafios semelhantes, como a subsistência causada pela extração de água subterrânea na década de 1970. O sistema de barreiras MOSE, que protege a cidade de marés altas, já foi acionado mais de cem vezes desde sua estreia em 2020, muito além do previsto. Teatini propõe a perfuração de poços em um raio de dez quilômetros ao redor da cidade, injetando água salina em aquíferos a profundidades de 600 a 1.000 metros, sem contaminar os reservatórios de água doce.
A ideia é que a injeção de água não cause instabilidade. Teatini destaca que a técnica não é fracking, que envolve pressões altas e pode causar tremores. O projeto inicial de teste custaria entre 30 e 40 milhões de euros, sendo três vezes mais barato que o custo total do MOSE. Embora a proposta tenha gerado ceticismo entre alguns especialistas, Teatini acredita que é uma solução viável e urgente para preservar a cidade.
Entre na conversa da comunidade