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Justiça confirma condenação de agressor que deixou vítima tetraplégica em 2014

Após 11 anos, Tribunal Supremo confirma pena de seis anos para agressor que deixou Raúl Sánchez tetraplégico em jogo de futebol.

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Raúl Sánchez, que ficou tetraplégico após ser agredido em um jogo de futebol em 2014, recebeu uma decisão do Tribunal Supremo que confirmou a condenação do agressor a seis anos de prisão e aumentou a indenização para 768.777 euros. Raúl, que tem 46 anos e uma deficiência de 80%, lamenta que nenhum valor pode compensar seu sofrimento. Ele relembra que a agressão aconteceu quando um jogador expulso voltou ao campo e o atacou, resultando em sua condição atual. Raúl destaca que, apesar de ter recebido apoio da família, a vida dele e de seus irmãos mudou drasticamente. Ele continua a fazer terapia e agora dá palestras para alertar sobre as consequências da violência no esporte.

Raúl Sánchez, vítima de violência no esporte, ficou tetraplégico após ser agredido em um jogo de futebol em abril de 2014. O agressor, que foi expulso, foi condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal Supremo, que também elevou a indenização a 768.777 euros. Apesar da decisão, Raúl afirma que nenhum valor pode compensar seu sofrimento.

A agressão ocorreu durante um jogo entre o ECUA Calella e o Lloreda, em Badalona. Após um choque em campo, o agressor, que já havia sido expulso, voltou e agrediu Raúl com uma patada no pescoço, resultando em sua condição atual. Raúl relembra que, naquele momento, percebeu que não conseguiria mais se mover.

Desde então, sua vida mudou drasticamente. Com 35 anos, ele tinha uma carreira promissora e uma vida social ativa. Raúl destaca que a violência no esporte não deve ser tolerada e que o esporte deve ser um espaço de superação e companheirismo. Ele ainda continua a receber tratamento físico e realiza palestras em escolas e entidades esportivas sobre as consequências da violência.

Raúl lamenta a demora da justiça, afirmando que “se a sentença chega 11 anos depois, a justiça deixa de ser justa.” Ele também menciona que, até agora, não recebeu nenhum contato do agressor ou da liga. A decisão do Tribunal Supremo reforça que a prática esportiva não deve ser um espaço para agressões, e que o direito penal deve atuar em casos de violência.

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