Joël Le Scouarnec, um ex-cirurgião francês, está sendo julgado por abusar sexualmente de 299 pessoas, a maioria crianças. Durante o julgamento, ele admitiu ser responsável pela morte de duas de suas vítimas, incluindo Mathias Vinet, que morreu em 2021. Le Scouarnec, que já cumpre 15 anos de prisão por crimes anteriores, confessou ter abusado sexualmente de sua neta e detalhou seus atos em diários. Ele foi acusado de 111 estupros e 189 agressões sexuais entre 1989 e 2014, com a maioria das vítimas tendo menos de 15 anos. O julgamento, que começou em fevereiro, está em sua fase final, com o veredicto previsto para 28 de maio. As vítimas e seus familiares expressaram como o abuso afetou suas vidas, e muitos se sentiram aliviados ao saber que seus nomes estavam nos diários de Le Scouarnec. Apesar da gravidade do caso, o julgamento não recebeu a atenção esperada da sociedade e dos políticos.
Joël Le Scouarnec, ex-cirurgião francês, admitiu sua responsabilidade pela morte de duas vítimas durante o julgamento em Vannes, na França, nesta terça-feira (20). O processo, que começou em fevereiro, investiga abusos sexuais de 299 pessoas, a maioria crianças, entre 1989 e 2014.
Le Scouarnec, de setenta e quatro anos, já cumpre 15 anos de prisão por crimes anteriores, incluindo o abuso de suas sobrinhas. Durante o julgamento, ele se declarou culpado e afirmou: “Eles morreram. Eu sou responsável.” As vítimas incluem Mathias Vinet, que faleceu em 2021 após lutar contra a dependência química, e outro homem que se suicidou em 2020.
O ex-cirurgião confessou ter abusado sexualmente de sua neta e detalhou seus crimes em diários, que ajudaram a identificar as vítimas. Mais de 250 das vítimas tinham menos de 15 anos. Le Scouarnec reconheceu que suas ações foram “revoltantes” e expressou compreensão pelo sofrimento causado.
Repercussão do Julgamento
O julgamento é considerado o maior caso de abuso infantil na história da França, mas muitos se surpreendem com a falta de atenção da mídia e dos políticos. O grupo de apoio às vítimas expressou descontentamento, afirmando que “nenhuma lição foi aprendida” após os eventos.
A defesa de Le Scouarnec argumentou que ele não é mais uma ameaça, mas o réu admitiu que ainda pode ter recaídas. O veredicto final está previsto para 28 de maio. O caso destaca falhas institucionais que permitiram que o médico continuasse a trabalhar com crianças, mesmo após alertas sobre seu comportamento.
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