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Icebergs derretem rapidamente e ameaçam milhões com aumento do nível do mar

A limitação do aquecimento global a 1,5 graus pode não salvar as calotas polares, alertam cientistas sobre migrações em massa e elevação do mar.

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Pesquisas recentes mostram que limitar o aquecimento global a 1,5 graus pode não ser suficiente para proteger as calotas de gelo da Groenlândia e da Antártica. Mesmo com esse limite, a perda de gelo pode continuar, resultando em um aumento significativo do nível do mar e migrações em massa. Cientistas analisaram dados de satélites e modelos climáticos e descobriram que, atualmente, o mundo está a caminho de um aumento de até 2,9 graus até 2100. A perda de gelo tem se acelerado, com as calotas perdendo cerca de 370 bilhões de toneladas por ano. Isso pode levar a um aumento do nível do mar de até 0,4 polegadas por ano até o final do século, o que afetaria milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras. Para evitar o colapso das calotas de gelo, seria necessário limitar o aquecimento a cerca de 1 grau, mas isso exigiria cortes drásticos no uso de combustíveis fósseis, algo que parece improvável atualmente. Os cientistas alertam que as melhores estimativas de temperatura segura para as calotas de gelo estão diminuindo, e mesmo atingir 1,5 graus não impediria a aceleração do derretimento.

Pesquisas recentes indicam que mesmo limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius pode não ser suficiente para preservar as calotas de gelo da Groenlândia e da Antártica. Um grupo de cientistas internacionais analisou dados de satélites e modelos climáticos e concluiu que o derretimento acelerado do gelo pode resultar em migrações em massa e um aumento significativo do nível do mar.

O estudo, publicado na revista *Communications Earth and Environment*, revela que o mundo está em trajetória para um aumento de até 2,9 graus Celsius até 2100. Mesmo com um aquecimento atual de 1,2 graus, a pesquisa sugere que isso pode desencadear um derretimento rápido das calotas de gelo, levando a um aumento catastrófico do nível do mar. As calotas de gelo da Groenlândia e da Antártica contêm água suficiente para elevar os níveis do mar em até 65 metros.

Desde a década de 1990, a perda de gelo aumentou quatro vezes, com uma perda atual de cerca de 370 bilhões de toneladas por ano. O aumento do nível do mar tem acelerado, dobrando na última geração. Cientistas afirmam que 1,5 graus de aquecimento é “muito alto” para evitar a retirada rápida e irreversível das calotas de gelo.

Impactos nas Populações Costeiras

Cerca de 230 milhões de pessoas vivem a menos de um metro acima do nível do mar. Mudanças, mesmo pequenas, nas calotas de gelo podem deslocar centenas de milhões de pessoas e causar danos que superam a capacidade de adaptação das sociedades. O estudo prevê que o nível do mar pode aumentar 0,4 polegadas por ano até o final do século, resultando em uma migração em massa sem precedentes.

Os pesquisadores destacam que as estimativas de temperatura seguras para a preservação das calotas de gelo estão diminuindo. Inicialmente, acreditava-se que um aumento de 3 graus seria necessário para desestabilizar a Groenlândia, mas agora se sugere que 1,5 graus pode ser suficiente. Para evitar o colapso das calotas, seria necessário limitar o aquecimento a 1 grau acima dos níveis pré-industriais.

A pesquisa enfatiza a urgência de cortes drásticos nas emissões de combustíveis fósseis, uma tarefa que se mostra difícil, especialmente com países como os Estados Unidos continuando a depender de petróleo, carvão e gás. Os cientistas alertam que cenários de pior caso já estão se concretizando em relação à perda de gelo, e que não há muitos sinais de esperança.

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