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Pinguins na Antártida ajudam a formar nuvens que podem mitigar a mudança climática

Guano de pinguins na Antártida pode formar nuvens que influenciam o clima local, ajudando a mitigar a mudança climática na região.

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Um estudo na Antártida mostrou que o cocô de pinguins, chamado guano, pode ajudar a formar nuvens que influenciam o clima local. Os pesquisadores descobriram que, quando os pinguins se alimentam e deixam seus excrementos, isso cria amônia, que se combina com enxofre do oceano para formar nuvens rapidamente. Essas nuvens podem resfriar ou aquecer a área, dependendo de sua posição. A equipe mediu a amônia perto de uma colônia de 60 mil pinguins e encontrou concentrações muito altas, mesmo depois que as aves saíram. Além disso, notaram que a formação de neblina estava ligada a essas altas concentrações de partículas. As nuvens geralmente refletem a luz solar, mas na Antártida, algumas podem reter calor, contribuindo para o aquecimento. Os pesquisadores acreditam que o guano dos pinguins pode estar ajudando a reduzir os impactos da mudança climática na região, destacando a importância de proteger os ecossistemas locais.

Um estudo recente realizado na Antártida indica que o guano de pinguins pode ser responsável pela formação de nuvens que influenciam o clima local. A pesquisa, publicada na revista *Communications Earth & Environment*, sugere que esse fenômeno pode ajudar a mitigar os efeitos da mudança climática na região.

Durante o período reprodutivo, milhões de pinguins se alimentam de peixes e krill, deixando grandes quantidades de excrementos no solo. O guano, rico em nitrogênio, se decompõe em amônia, que, ao se combinar com o enxofre do Oceano Glacial, forma nuvens em poucas horas. A equipe de pesquisadores, liderada por Matthew Boyer, coletou dados na Base Marambio, na Península Antártica, em janeiro de dois mil e vinte e três.

Os pesquisadores descobriram que a concentração de amônia proveniente de uma colônia de sessenta mil pinguins-de-adélia (Pygoscelis adeliae) superou a amônia do Oceano Antártico. Quando o vento soprava da colônia, foram registradas concentrações mil vezes maiores do que o nível normal. Essa taxa elevada persistiu mesmo após a saída das aves da área, indicando a permanência do guano.

Formação de Nuvens

A equipe observou que a combinação de amônia e compostos de enxofre do fitoplâncton acelerou a formação de nuvens em até dez mil vezes. A maioria das nuvens na Terra tem um efeito de resfriamento, refletindo a luz solar. Contudo, na Antártida, nuvens menos reflexivas podem reter calor e contribuir para o aquecimento da superfície.

Boyer destaca que a pesquisa anterior sobre o Ártico já havia mostrado um efeito de resfriamento das nuvens formadas a partir do guano de aves marinhas. Ele afirma que é necessário realizar mais observações para entender melhor a dinâmica climática na Antártida e como as colônias de pinguins podem influenciar o clima local.

Os pesquisadores acreditam que o guano dos pinguins pode estar ajudando a reduzir os impactos da mudança climática no continente. Isso ressalta a importância de proteger os ecossistemas nativos e a biodiversidade da região. A pesquisa sugere uma conexão significativa entre os processos ecológicos e atmosféricos que afetam o clima local.

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