Um novo estudo mostra que, mesmo com o aquecimento global em 1,2 °C, a Groenlândia e a Antártida estão perdendo gelo rapidamente, o que pode elevar o nível do mar em vários metros nos próximos séculos. A pesquisa, que analisou mais de 150 estudos, revela que as camadas de gelo estão derretendo a uma taxa de 370 bilhões de toneladas por ano. Isso coloca em risco comunidades costeiras, já que cerca de 230 milhões de pessoas vivem a apenas um metro do nível do mar. O estudo também indica que mudanças no nível do mar podem acontecer mais rapidamente do que se pensava, tornando difícil a adaptação a essas mudanças. A COP30, que ocorrerá em Belém em 2025, será um momento importante para discutir esses desafios climáticos. O Brasil pretende se posicionar como líder na transição ecológica, prometendo zerar o desmatamento da Amazônia até 2030 e pressionar países desenvolvidos a cumprirem suas promessas de financiamento climático. A escolha de Belém como sede da conferência é simbólica, pois a Amazônia é crucial para o equilíbrio climático global, mas o Brasil enfrenta desafios internos significativos.
Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, um novo estudo revela que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 °C pode não ser suficiente. Com o aumento atual de 1,2 °C, a Groenlândia e a Antártida estão perdendo gelo rapidamente, o que pode elevar o nível do mar em vários metros nos próximos séculos. A pesquisa foi publicada na revista *Communications Earth & Environment* e analisou mais de 150 estudos sobre o tema.
Os cientistas descobriram que as camadas de gelo estão derretendo a uma taxa alarmante de cerca de 370 bilhões de toneladas métricas por ano. Essa perda de gelo pode resultar em uma elevação do nível do mar que impactará comunidades costeiras em todo o mundo. O estudo combina dados de observações recentes e modelagens climáticas, além de análises do Último Interglacial, quando o nível do mar subiu até 7,6 metros acima do atual.
Impactos e Desafios
A coautora do estudo, Andrea Dutton, da Universidade de Wisconsin, enfatizou que “cada fração de grau importa”. Ela alertou que não há engenharia capaz de conter um aumento abrupto do nível do mar. Atualmente, cerca de 230 milhões de pessoas vivem em regiões costeiras a apenas um metro do nível do mar, e áreas próximas ao Equador, como ilhas do Pacífico e do Caribe, enfrentarão os impactos mais imediatos.
O alerta surge em um momento crítico para a diplomacia climática. A cidade de Belém, no Pará, será sede da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em novembro de 2025. O evento será fundamental para discutir compromissos de redução de emissões e a adaptação de países vulneráveis aos impactos climáticos.
O Papel do Brasil
O Brasil pretende se posicionar como líder na transição ecológica, prometendo zerar o desmatamento da Amazônia até 2030 e investir em energia limpa. O país também buscará pressionar nações desenvolvidas a cumprirem promessas de financiamento climático, como os US$ 100 bilhões anuais destinados a apoiar países em desenvolvimento. A escolha de Belém como sede da COP30 é simbólica, dado que a Amazônia é crucial para o equilíbrio climático global. No entanto, o Brasil enfrenta desafios internos, como pressões do agronegócio e políticas ambientais frágeis.
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