A Amazônia está passando por uma situação muito grave em 2024, com mais de 17 milhões de hectares queimados, sendo 44% desse total florestas, o maior percentual já registrado. Nos últimos 40 anos, a média de queimadas na região era de 7,2 milhões de hectares por ano, com apenas 22% ocorrendo em florestas nativas. O aumento das queimadas em áreas florestais é resultado de uma seca severa e do desmatamento. Além disso, o Brasil perdeu 1 milhão de hectares de vegetação secundária, que é importante para a recuperação de áreas desmatadas. A cobertura vegetal da Amazônia caiu de 92,5% para 81,6% entre 1985 e 2023, se aproximando de um ponto crítico que pode levar à degradação irreversível. A empresa Vale anunciou que está mudando suas operações para reduzir impactos ambientais, com uma meta de recuperar 500 mil hectares até 2030. Apesar dessas iniciativas, a Amazônia continua enfrentando desafios, como a queda na superfície de água e a perda de mais de 5 mil quilômetros quadrados de floresta a cada ano, o que exige um esforço conjunto de todos para reverter essa situação.
A Amazônia enfrenta um cenário alarmante em 2024, com mais de 17 milhões de hectares queimados, sendo 44% dessa área composta por florestas. Este é o maior percentual de queimadas em florestas nativas já registrado, segundo Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas.
Historicamente, a Amazônia queimou em média 7,2 milhões de hectares por ano nos últimos 40 anos, com apenas 22% das queimadas ocorrendo em florestas nativas. No entanto, o ano de 2024 trouxe uma mudança drástica nesse padrão, com um aumento significativo nas queimadas em áreas florestais. Azevedo destaca que a combinação de uma seca severa e o avanço do desmatamento contribuiu para essa situação crítica.
Além das florestas, o Brasil perdeu 1 milhão de hectares de vegetação secundária em 2024, acelerando a degradação da Amazônia. Essa vegetação é crucial para a recuperação de áreas desmatadas. Azevedo alerta que a floresta está próxima de um ponto de não retorno, onde a perda de 30% da cobertura original pode desencadear um processo de autodegradação. Entre 1985 e 2023, a cobertura vegetal na Amazônia caiu de 92,5% para 81,6%, aproximando-se da margem crítica estimada entre 80% e 75%.
A Vale, uma das principais empresas atuantes na região, anunciou mudanças em suas operações para mitigar impactos ambientais. Camilla Tott, vice-presidente de Sustentabilidade da empresa, afirmou que a Vale implementou uma mineração mais responsável, com redução de 50% nas emissões e compromissos de recuperação de 500 mil hectares até 2030. Desde 2020, a empresa já protegeu ou recuperou 218 mil hectares.
Apesar de iniciativas como essa, os desafios permanecem. A superfície de água na Amazônia está em queda contínua, enquanto áreas irrigadas cresceram seis vezes entre 2010 e 2024. O Brasil ainda enfrenta a perda de mais de 5 mil quilômetros quadrados de floresta anualmente, exigindo um esforço conjunto entre governos, setor privado e comunidades locais para reverter esse quadro.
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