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Queimadas devastam 20 milhões de hectares do cerrado brasileiro

Incêndios devastaram 20 milhões de hectares no cerrado entre 2003 e 2020, com aumento de 60% em 2024. Ações urgentes são necessárias.

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Um estudo recente revelou que entre 2003 e 2020, 20 milhões de hectares de vegetação nativa no cerrado brasileiro foram queimados, o que equivale a mais de 24 milhões de campos de futebol. A pesquisa, feita pelo Ipam, mostrou que apenas 7% dos incêndios começaram em áreas desmatadas, mas o fogo se espalha para regiões de mata nativa, causando mais destruição. A maior parte da vegetação queimada estava em propriedades privadas, com 14,7 milhões de hectares afetados, além de 1,4 milhão de hectares em áreas públicas e 1,2 milhão em terras indígenas. O uso do fogo para preparar o solo é comum, mas a frequência dos incêndios tem acelerado as mudanças climáticas. Em 2024, o cerrado teve 81.432 focos de incêndio, um aumento de 60% em relação ao ano anterior, o que mostra a necessidade urgente de políticas de prevenção e manejo do fogo. O estudo sugere que o manejo deve considerar as características do território e das comunidades locais, e que ações contra o desmatamento e para prevenir incêndios são essenciais para enfrentar a situação atual.

No cerrado brasileiro, 20 milhões de hectares de vegetação nativa foram consumidos por incêndios entre 2003 e 2020, conforme um estudo do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Este número representa uma área equivalente a mais de 24 milhões de campos de futebol. A pesquisa, realizada em colaboração com instituições internacionais, revela que o fogo em áreas desmatadas se espalha para regiões de mata nativa, aumentando a devastação.

A análise indica que apenas 7% dos incêndios iniciados em áreas desmatadas permaneceram dentro dos limites dessas regiões. A maior parte da vegetação queimada está em propriedades privadas, com 14,7 milhões de hectares afetados, resultando em uma perda de 27% da vegetação nativa. Áreas públicas e terras indígenas também foram impactadas, com 1,4 milhão e 1,2 milhão de hectares queimados, respectivamente.

Impacto do Fogo

O uso do fogo é comum para preparar o solo para cultivo ou pastagem, mas a frequência e intensidade dos incêndios provocados por humanos têm acelerado as mudanças climáticas. Ana Carolina Pessôa, pesquisadora do Ipam, destaca que o efeito indireto do desmatamento muitas vezes não é contabilizado. O fogo, que faz parte do ciclo natural do cerrado, agora se torna um fator que potencializa novos focos de incêndio.

Os dados do BD Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mostram que em 2024, o cerrado registrou 81.432 focos de incêndio, um aumento de 60% em relação ao ano anterior. A pesquisadora alerta para a necessidade urgente de políticas públicas que integrem o manejo do fogo e a proteção das comunidades tradicionais, que enfrentam a ameaça da crise climática.

Necessidade de Ações Preventivas

O estudo enfatiza que o manejo do fogo deve ser adaptado às particularidades do território e das pessoas que nele habitam. A pesquisa também sugere que as ações de combate ao desmatamento e a elaboração de políticas de prevenção de incêndios são essenciais. O cenário atual do cerrado exige uma resposta proativa, não apenas reativa, para lidar com os incêndios e suas consequências devastadoras.

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