Nos últimos anos, o Brasil viu um aumento nos ataques violentos em escolas, especialmente após março de 2022. Um levantamento recente mostrou que, em 2024, houve uma queda nos ataques consumados, mas muitos foram interrompidos antes de acontecerem. Das 38 mortes registradas, 94,73% foram causadas por armas de fogo, e a maioria dos autores tinha menos de 18 anos. Desde 2001, 42 casos de ataques foram mapeados, com 64,28% ocorrendo após 2022. Em 2022, foram 10 ataques, em 2023, 12, e em 2024, apenas 5. A maioria dos ataques tinha a intenção de atingir várias pessoas, e São Paulo foi o estado com mais ocorrências. Os ataques são frequentemente motivados por sentimentos de vingança e preconceito, e quase 80% dos autores eram adolescentes.
Os ataques violentos em escolas brasileiras têm se tornado uma preocupação crescente. Um mapeamento realizado pelas pesquisadoras Telma Vinhas e Cléo Garcia, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Campinas (Unicamp), revela que 64,28% dos 42 casos registrados desde 2001 ocorreram após março de 2022. A atualização, divulgada em 29 de maio de 2024, mostra que, embora o número de ataques consumados tenha diminuído, muitos foram interrompidos antes da execução.
Em 2022, o Brasil registrou dez ataques em escolas, aumentando para doze em 2023, mas reduzindo para cinco em 2024. As autoras do estudo afirmam que “ainda não conseguimos lidar plenamente com a complexidade desse fenômeno”. Das 38 mortes registradas, 94,73% foram causadas por armas de fogo, e a maioria dos autores dos crimes tinha menos de 18 anos.
Dados Relevantes
Dos ataques, 78,57% foram classificados como ativos, ou seja, com a intenção de atingir um grande número de pessoas. Apenas 21,42% foram direcionados, com alvos específicos. São Paulo lidera as ocorrências, com dez casos, seguido por Rio de Janeiro e Bahia, ambos com cinco. Ao todo, 17 unidades da federação registraram ataques em escolas.
O levantamento focou em atos de violência deliberados por estudantes e ex-estudantes, envolvendo planejamento e uso de armamento. Os ataques são frequentemente motivados por ressentimentos, preconceitos e discriminação, caracterizados como crimes de ódio ou vingança.
Perfil dos Agressores
Quase 80% dos autores dos ataques tinham menos de 18 anos. Desde 2001, apenas uma autora do crime era do sexo feminino. A maioria dos incidentes ocorreu em regiões com nível socioeconômico médio e alto. Um caso recente envolveu uma estudante que atirou em um colega em Natal (RN) em dezembro de 2023, resultando em sua prisão preventiva.
Esses dados ressaltam a necessidade urgente de estratégias eficazes para prevenir a violência nas escolas e proteger a comunidade escolar.
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