Um estudo recente revelou que metade das capitais brasileiras não tem um plano para lidar com mudanças climáticas. Isso mostra que muitas cidades não estão preparadas para enfrentar desastres naturais. Apenas 13 capitais e o Distrito Federal possuem planos, e Porto Alegre foi a última a criar um após uma cheia histórica em 2024. Outras cidades, como Belém e Campo Grande, estão trabalhando em seus planos, mas a falta de tempo pode impedir que sejam efetivos antes de eventos importantes, como a COP30 em Belém. O estudo destaca que as capitais, que deveriam ser exemplos, falham em se preparar adequadamente. Além disso, muitos planos existentes não têm recursos ou ações práticas. O governo federal lançou um programa para ajudar estados e municípios a desenvolverem planos de adaptação climática, mas ainda há desafios, como a falta de capacidade técnica e financiamento. A situação atual exige um planejamento melhor para enfrentar desastres climáticos, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
Metade das capitais brasileiras não possui plano municipal de mudanças climáticas. Essa é a conclusão do estudo “Crise climática e desastres socioambientais”, realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e divulgado ao UOL. O levantamento revela que treze cidades e o Distrito Federal estão despreparados para enfrentar desastres naturais.
Pablo Lira, diretor-geral do IJSN, destaca que as capitais deveriam servir de exemplo para outros municípios. Ele considera o cenário alarmante, evidenciando a negligência em relação às causas climáticas. Apenas treze capitais possuem planos de mudanças climáticas, sendo Porto Alegre a mais recente a implementar um após uma cheia histórica em maio de 2024.
Outras cidades, como Belém, Campo Grande, Manaus e Vitória, estão em processo de elaboração de seus planos. Lira aponta que Belém, sede da COP30 em novembro, não priorizou a criação de um plano, o que transmite uma mensagem negativa sobre a responsabilidade da cidade em relação à sua população.
A prefeitura de Palmas informou que está desenvolvendo um estudo para criar um plano de ação climática, com previsão de contratação para o próximo ano. O estudo do IJSN ressalta que muitos planos existentes carecem de execução e monitoramento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a falta de capacidade técnica é um desafio.
Cidades como São Paulo, Curitiba e Recife se destacam por suas políticas mais consolidadas, incluindo diagnósticos de risco e participação social. O ideal seria que esses planos se tornassem projetos de lei, permitindo a participação da população nas decisões.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou o programa AdaptaCidades, que visa apoiar estados e municípios na elaboração de estratégias de adaptação climática. A meta é desenvolver duzentos e sessenta planos até 2025, enfrentando a falta de capacidade técnica e financiamento. A ausência de planos atualizados compromete a resposta das cidades a desastres, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
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