Um acidente em Jundiaí causou o derramamento de 2.000 litros de corante, que afetou um lago e a fauna local, deixando peixes e aves tingidos de azul. A Cetesb multou em R$ 370 mil as duas empresas responsáveis pelo incidente, uma delas a fabricante do corante e a outra a transportadora. O corante chegou ao Rio Jundiaí, mudando sua coloração e gerando preocupação em cidades vizinhas. O Ministério Público abriu um inquérito para investigar o caso. O acidente ocorreu quando um caminhão colidiu com um poste, fazendo o corante escorregar para um córrego. A prefeitura de Jundiaí informou que o lago foi esvaziado para recuperação ambiental e que os animais afetados estão sendo monitorados. A Cetesb também exigiu que a fabricante tome medidas de segurança para evitar novos acidentes.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 370 mil cada uma das duas empresas responsáveis pelo acidente que resultou no derramamento de 2.000 litros de corante em Jundiaí. O incidente ocorreu em 13 de maio e afetou o lago do Parque Botânico Tulipas Professor Aziz Ab’Saber, onde peixes e aves ficaram tingidos de azul.
O corante, que se espalhou após um caminhão colidir com um poste, também chegou ao Rio Jundiaí, alterando sua coloração e gerando preocupações em municípios vizinhos. A Cetesb destacou que a situação provocou a morte de mais de cem peixes e afetou a fauna local, incluindo patos e gansos.
As empresas multadas são a Farkon, fabricante do corante, e a Singular Envio Logística Integrada, responsável pelo transporte. Ambas não se manifestaram sobre as multas até o momento. O acidente foi registrado como “causar poluição de qualquer natureza” e está sendo investigado pelo Ministério Público.
Investigação e Consequências
A Cetesb determinou que as empresas adotem medidas de segurança para prevenir novos acidentes, incluindo sistemas de contenção. O corante, classificado como não inflamável e reativo, é utilizado principalmente para tingir embalagens. A Secretaria da Segurança Pública informou que o motorista do caminhão, que estava estacionado, relatou que o veículo desceu sozinho antes da colisão.
A Associação Mata Ciliar resgatou aves afetadas e a prefeitura de Jundiaí iniciou o esvaziamento do lago para recuperação ambiental. A qualidade da água do rio Jundiaí não foi impactada, mas a toxicidade aguda foi confirmada nas amostras coletadas do lago. A recuperação ambiental do local ainda é incerta, devido à falta de precedentes para comparação.
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