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Adolescente é apreendida após enviar bolo envenenado que matou amiga em SP

Amizade se transforma em tragédia: jovem é morta por bolo envenenado enviado por amiga, motivada por ciúmes e mágoas passadas.

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Uma adolescente de 17 anos morreu após comer um bolo envenenado que recebeu em casa, enviado por uma amiga da mesma idade, que confessou o crime. A jovem foi apreendida e levada para a Fundação Casa. A motivação para o ato foi ciúmes, pois a autora se sentia magoada por ter sido trocada por vários rapazes. Ela também admitiu ter tentado envenenar outra adolescente antes. Ana Luiza comeu o bolo e passou mal, sendo levada ao hospital, mas foi liberada. No dia seguinte, ela piorou e morreu a caminho do hospital. O bilhete que acompanhava o bolo elogiava Ana Luiza. A amiga que enviou o bolo estava na casa da vítima durante o incidente e não demonstrou remorso. A legislação brasileira considera que adolescentes não são penalmente responsáveis, então a autora pode ser internada por até três anos, mesmo em casos graves como este.

A adolescente que confessou ter enviado um bolo envenenado que resultou na morte de Ana Luiza de Oliveira Neves, também de 17 anos, em Itapecerica da Serra (SP), pode ser internada por até três anos. A jovem foi apreendida e encaminhada à Fundação Casa após a Justiça acatar o pedido da Polícia Civil. O crime foi motivado por ciúmes, já que a autora guardava mágoa por ter sido trocada por vários rapazes.

Ana Luiza recebeu o bolo de pote com um bilhete anônimo no último sábado, dia 31 de maio. Após comer o doce, começou a passar mal e foi ao hospital, mas recebeu alta. No dia seguinte, sua condição piorou e ela faleceu a caminho da emergência. A amiga que enviou o bolo confessou o ato e revelou que já havia tentado envenenar outra adolescente anteriormente.

O delegado Vitor Santos de Jesus, responsável pela investigação, informou que a jovem agiu por ciúmes acumulados ao longo de dois anos. A autora do crime comprou o veneno pela internet e utilizou a mesma tática em ambos os casos, enviando bolos com elogios em bilhetes. A primeira vítima sobreviveu ao envenenamento.

A legislação brasileira considera que adolescentes não são penalmente responsáveis, tratando atos como infracionais. A internação é a medida mais severa e pode durar até três anos, mesmo em casos de homicídio. A cada seis meses, a situação da jovem será reavaliada pelo Judiciário.

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