A Polícia Judiciária de Portugal apreendeu um submersível com 6,5 toneladas de cocaína perto das ilhas dos Açores, marcando o maior confisco marítimo de drogas na Europa. A embarcação, que saiu do norte do Brasil, tinha como destino vários países europeus. Essa operação foi resultado da colaboração entre as autoridades brasileiras e portuguesas. No Brasil, a Marinha e a Polícia Federal encontraram um submarino clandestino no Pará, que poderia ser usado para transportar cocaína. Esses submersíveis, chamados de semissubmersíveis, são difíceis de detectar e indicam uma nova estratégia do tráfico, possivelmente ligada a grupos como o Primeiro Comando da Capital e a máfia italiana ‘Ndrangheta. A Câmara dos Deputados do Brasil pediu informações sobre a investigação, que se chama “Nautilus”. O uso de submersíveis para o tráfico já é comum em países como a Colômbia. A descoberta desses veículos subaquáticos mostra como o crime organizado está se adaptando, e a Câmara busca entender melhor a cooperação internacional para combater o tráfico e identificar falhas nas medidas de segurança.
A Polícia Judiciária de Portugal interceptou um submersível com 6,5 toneladas de cocaína nas proximidades das ilhas dos Açores, em uma operação que destaca a evolução das táticas do tráfico de drogas. A embarcação, que partiu do norte do Brasil, tinha como destino a distribuição da droga por vários países europeus. Este foi considerado o maior confisco marítimo de drogas na Europa.
A apreensão foi resultado de uma colaboração entre autoridades brasileiras e portuguesas. Em uma operação paralela, a Marinha e a Polícia Federal do Brasil encontraram um submarino clandestino em Marajó, no Pará. O capitão de Guerra e Mar da Marinha, Guilherme Barros Moreira, descreveu a embarcação como rudimentar, mas com potencial para cruzar o Oceano Atlântico. O delegado da PF, Fernando Casarin, indicou que o submarino poderia ser utilizado para o transporte de cocaína.
Novas Táticas do Tráfico
Esses submersíveis, chamados de “semissubmersíveis”, apresentam características que dificultam sua detecção por radares e vigilância visual. A construção desses veículos, embora simples, requer conhecimento técnico, levantando suspeitas sobre a atuação de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), em parceria com a máfia italiana ‘Ndrangheta.
A Câmara dos Deputados do Brasil solicitou informações ao governo português sobre a investigação, batizada de “Nautilus”, em referência ao submarino de Júlio Verne. O uso de submersíveis para o tráfico é uma prática comum em países como a Colômbia, onde cartéis já utilizam essa estratégia há anos.
Desafios para a Segurança Pública
A descoberta desses veículos subaquáticos representa um alerta sobre a adaptação do crime organizado. A Câmara dos Deputados busca entender a cooperação internacional no combate ao tráfico transnacional e identificar lacunas nas medidas de segurança. O dinamismo do crime organizado no Brasil contrasta com a lentidão das respostas do poder público, evidenciando a necessidade de ações mais eficazes.
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