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Incêndio em presídio uruguaio deixa quatro mortos após confronto entre detentos

Incêndio no ex-Comcar resulta em quatro mortes e revela a grave crise do sistema penitenciário uruguaio, com superlotação e condições precárias.

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Quatro presos morreram em um incêndio no Módulo 11 do ex-Comcar, um dos principais presídios do Uruguai, durante um confronto entre detentos. O incêndio começou quando um grupo de presos arrombou os cadeados de sua cela, e os Bombeiros foram chamados para controlar as chamas. Além das mortes, três agentes penitenciários sofreram inalação de monóxido de carbono. As autoridades estão investigando o que causou o incêndio. A Organização dos Funcionários Civis Penitenciários lamentou as mortes e destacou a superlotação e as condições ruins das prisões. Após o incidente, familiares dos presos se reuniram na entrada do presídio em busca de informações. O ministro do Interior, Carlos Negro, expressou pesar pela tragédia e afirmou que o Uruguai enfrenta uma alta taxa de encarceramento, com um aumento na população carcerária nos últimos anos.

Quatro presos morreram em um incêndio no Módulo 11 do ex-Comcar, um dos principais presídios do Uruguai, nesta segunda-feira. O incidente, que ocorreu durante um confronto entre detentos, foi confirmado pelo Ministério do Interior e pela diretora do Instituto Nacional de Reabilitação (INR), Ana Juanche.

O incêndio começou por volta das 13h, quando um grupo de presos arrombou os cadeados de sua cela. A situação exigiu a intervenção dos Bombeiros, que conseguiram controlar as chamas e evitar uma propagação maior. Além dos mortos, três agentes penitenciários foram afetados por inalação de monóxido de carbono. As autoridades iniciaram investigações para apurar as causas do incêndio.

A Organização dos Funcionários Civis Penitenciários lamentou as mortes e destacou a superlotação e as condições desumanas do sistema penitenciário uruguaio. Em comunicado, os funcionários questionaram quantas mortes mais seriam necessárias para que o Estado assumisse sua responsabilidade em garantir condições dignas de segurança nas prisões.

Após o incêndio, familiares de presos se aglomeraram na entrada do centro penitenciário em busca de informações. A senadora Bettiana Díaz também esteve no local, onde um pai expressou sua indignação com as condições do presídio, afirmando que as brigas entre os detentos ocorrem por comida e sobrevivência.

Os presos que faleceram tinham idades entre 23 e 47 anos e estavam na mesma cela. O ministro do Interior, Carlos Negro, lamentou a tragédia e anunciou a intenção de discutir a crise estrutural do sistema penitenciário no Parlamento. Ele ressaltou que o Uruguai enfrenta uma das maiores taxas de encarceramento do mundo, com um aumento significativo na população carcerária nos últimos anos.

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