Zhaohu Qiu, conhecido como Xau, de 35 anos, está sendo transferido de Carapicuíba para o Rio de Janeiro para prestar depoimento sobre o assassinato de Marcelle Julia Araújo da Silva, de 18 anos, que estava desaparecida. Indícios de confissão foram encontrados em seu celular e a polícia acredita que ele agiu sozinho. A Justiça já autorizou sua prisão por 30 dias, que pode ser prorrogada, pois ele tentou fugir do país. O corpo de Marcelle foi encontrado em uma lona azul, e Xau usou dois imóveis no Rio para cometer o crime. Ele e Marcelle eram amigos há seis anos, mas ele tinha uma obsessão por ela. A família de Marcelle soube da prisão de Xau durante seu enterro, o que trouxe um alívio em meio à dor. A investigação continua em andamento.
O chinês Zhaohu Qiu, de 35 anos, conhecido como Xau, está sendo transferido de Carapicuíba, na Grande São Paulo, para o Rio de Janeiro, onde deve prestar depoimento na Delegacia de Homicídios (DHC) na manhã de quarta-feira. Ele é suspeito de assassinar Marcelle Julia Araújo da Silva, de 18 anos, que estava desaparecida há três dias. O delegado Rômulo Assis informou que, apesar de chegar ao Rio nesta noite, o interrogatório ocorrerá apenas na manhã seguinte.
Indícios de confissão foram encontrados no celular de Xau, que pode ter agido sozinho no crime. A polícia descarta a possibilidade de que ele tenha tido ajuda de outra pessoa. A Justiça já havia autorizado sua prisão por 30 dias, podendo ser prorrogada, após a constatação de que ele fugiu e poderia tentar deixar o país. A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas a DHC acredita que o depoimento de Xau pode trazer respostas.
A investigação aponta que o vendedor de yakisoba utilizou dois imóveis no Rio para cometer o crime: um para matar a jovem e outro para ocultar o corpo. O corpo de Marcelle foi encontrado enrolado em uma lona azul, ao lado de dois cães da raça pitbull, que apresentavam sinais de mordidas. A cena sugere uma tentativa de ocultação do cadáver. Imagens de câmeras de segurança mostram Xau empurrando um carrinho coberto com uma lona semelhante, indo em direção à casa na Pavuna.
Marcelle e Xau mantinham uma relação de amizade há pelo menos seis anos, mas testemunhas relatam que ele tinha uma obsessão não correspondida pela jovem. A família de Marcelle recebeu a notícia da prisão de Xau durante seu enterro, o que trouxe um alívio em meio à dor. Parentes descrevem Marcelle como uma jovem alegre e carismática, que sonhava em abrir uma página nas redes sociais sobre autoestima feminina.
A Polícia Civil do Rio destacou que a prisão foi realizada em colaboração com agentes de São Paulo, após a localização do corpo. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.
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