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Conservação de florestas pode ser impulsionada por remuneração, afirma especialista

Frances Seymour defende o REDD+ e sugere projetos em escala jurisdicional para garantir créditos de carbono mais eficazes.

Frances Seymour, especialista em estratégias de conservação de florestas tropicais (Foto: Divulgação)
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Frances Seymour, especialista em conservação de florestas tropicais, acredita que o REDD+ ainda é uma boa ideia, apesar das críticas sobre sua eficácia. Ela sugere que o foco deve ser em projetos maiores para garantir a qualidade dos créditos de carbono. Seymour também elogia o novo Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que ajuda a financiar a conservação das florestas. Ela afirma que, embora existam preocupações, elas podem ser geridas e que o REDD+ ainda não foi totalmente implementado. A especialista destaca que as críticas à integridade dos créditos estão ligadas a projetos pequenos, que muitas vezes exageram nas reduções de emissões. Para ela, projetos maiores podem oferecer mais controle e evitar que o desmatamento se desloque para outras áreas. Com a COP30 se aproximando, Seymour espera que a conferência em Belém traga atenção às florestas, lembrando que o Brasil já conseguiu reduzir o desmatamento, mas os desafios aumentam, especialmente com a previsão de mais perda florestal em 2024.

Frances Seymour, especialista em conservação de florestas tropicais, defende que o mecanismo REDD+ ainda é uma boa ideia, apesar das críticas sobre sua eficácia e impactos sociais. Em entrevista à Folha, ela sugere que o foco deve ser em projetos de escala jurisdicional para garantir a integridade dos créditos de carbono. Seymour elogia também o novo Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que complementa o REDD+.

O REDD+ foi criado para recompensar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da conservação florestal. Contudo, enfrenta críticas relacionadas à sua eficácia e ao modelo de pagamentos. A especialista, que atuou no governo Biden, acredita que, embora existam preocupações legítimas, elas podem ser geridas. “O REDD+ continua sendo uma ótima ideia que ainda mal foi colocada em prática”, afirmou.

Seymour destaca que as críticas à integridade dos créditos de carbono estão ligadas a projetos de pequena escala, que frequentemente superestimam as reduções de emissões. Para ela, a solução é concentrar esforços em projetos de maior escala, que oferecem mais controle e minimizam o risco de vazamento, onde o desmatamento se desloca para outras áreas.

TFFF como Complemento

O TFFF, proposto pelo governo brasileiro, remunera a conservação das florestas com base na área preservada, independentemente de mudanças no fluxo de carbono. Seymour considera que os dois mecanismos são complementares e que o TFFF preenche lacunas onde o REDD+ enfrenta dificuldades de financiamento.

Ela observa que, apesar dos investimentos em conservação, eles ainda são insuficientes em comparação com os gastos que impulsionam o desmatamento. A especialista ressalta que iniciativas que envolvem compromissos de empresas privadas têm mostrado resultados positivos na redução da perda florestal.

Desafios Futuros

Com a COP30 se aproximando, Seymour acredita que a conferência em Belém, na Amazônia, trará atenção necessária às florestas. Ela lembra que o Brasil já demonstrou a capacidade de reduzir significativamente o desmatamento. No entanto, as perspectivas são desafiadoras, especialmente com o aumento da perda florestal em 2024, tornando a meta de reversão até 2030 ainda mais difícil de alcançar.

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