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Anac suspende autorização da Voepass após problemas de manutenção em voos

Anac cancela certificado da Voepass após falhas graves em manutenção, comprometendo a segurança de voos e resultando em multa de R$ 570 mil.

Avião da Voepass: registro cassado (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/13/08/2024)
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A Anac cancelou o certificado de operação da Passaredo Transportes Aéreos, que faz parte do grupo Voepass, devido a sérias falhas nas inspeções e manutenções da empresa, o que colocou em risco a segurança dos voos. Essa decisão veio após um acidente em agosto de 2024, em que 62 pessoas morreram. Desde então, a Anac havia suspendido as operações da companhia, que continuou a realizar voos sem a manutenção adequada. A multa aplicada à Voepass é de R$ 570 mil e não pode ser contestada. A Anac destacou que a empresa não cumpriu com as inspeções necessárias e não demonstrou capacidade para corrigir os problemas. O acidente, que envolveu um avião turboélice, foi o mais grave no Brasil desde 2007. A Passaredo, que operava voos para 16 destinos, ainda não se manifestou sobre a decisão.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a cassação do Certificado de Operador Aéreo da Passaredo Transportes Aéreos, parte do grupo Voepass. A decisão foi tomada devido a falhas graves nas inspeções e manutenções da companhia, comprometendo a segurança das operações.

A medida ocorre após um acidente aéreo em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas. Desde então, a Anac havia suspendido as operações da empresa, que continuou a realizar 2.687 voos com aeronaves sem a devida manutenção. A multa aplicada à Voepass totaliza R$ 570 mil e não cabe recurso.

Falhas de Manutenção

A Anac identificou que a Voepass não cumpriu com itens de inspeção obrigatória, essenciais para garantir a segurança das aeronaves. A falta de supervisão adequada indicou uma degradação no sistema de manutenção da empresa. A Anac destacou que, embora problemas operacionais possam ser corrigidos, a Voepass não demonstrou capacidade para tratar falhas antes que comprometessem a segurança.

O acidente em agosto, que envolveu um turboélice ATR 72-500, foi o mais grave no Brasil desde 2007. O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) revelou que a tripulação não relatou emergência, mesmo com indícios de formação de gelo durante o voo.

Compromisso com a Segurança

A decisão da Anac reflete um compromisso com a segurança da aviação no Brasil. A agência enfatizou que passageiros que compram bilhetes de empresas certificadas não devem se preocupar com falhas de manutenção. A Passaredo, que operava voos para 16 destinos, não se manifestou sobre a decisão até o momento.

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