Investigadores encontraram 381 corpos empilhados em um crematório particular em Ciudad Juarez, no México, no dia 29 de outubro. O Ministério Público local disse que isso aconteceu por causa da negligência dos gerentes do local. Os corpos estavam mal armazenados em várias salas e, embora todos tenham sido embalsamados, muitos podem não ter sido cremados, o que significa que as famílias podem ter recebido restos diferentes das cinzas de seus entes queridos. Alguns corpos podem estar lá há mais de dois anos. As autoridades afirmaram que a situação é resultado da irresponsabilidade dos proprietários, que deveriam saber quantos corpos podem processar por dia. Um dos administradores já se apresentou às autoridades, que querem responsabilizar criminalmente os envolvidos. A origem dos corpos ainda não foi confirmada, mas a situação reflete a crise forense que o México enfrenta, com muitos corpos não processados e falta de recursos devido à violência e ao crime organizado.
Investigadores da polícia descobriram 381 corpos empilhados em um crematório particular em Ciudad Juarez, no México, neste domingo, 29 de outubro. O Ministério Público local atribuiu a situação à negligência dos administradores do estabelecimento. Eloy García, coordenador de comunicação do MP de Chihuahua, afirmou que os corpos estavam “simplesmente jogados” em várias salas do imóvel.
Todos os cadáveres foram embalsamados e, segundo as autoridades, devem ter um certificado de óbito, conforme o protocolo para o processamento de restos humanos. A hipótese é que a maioria dos corpos foi velada antes de serem levados ao crematório para incineração. Contudo, como não foram cremados, as famílias podem ter recebido outro material em vez das cinzas de seus entes queridos.
Situação Crítica
Devido à quantidade de corpos e à capacidade do crematório, alguns deles podem ter mais de dois anos sem processamento. García destacou que a situação é resultado da “indolência e irresponsabilidade” dos proprietários, que deveriam saber a capacidade de cremação diária. Um dos administradores já se apresentou ao MP, que busca responsabilizar penalmente os envolvidos.
As autoridades ainda não confirmaram se os corpos pertencem a vítimas de violência criminosa. O México enfrenta uma crise forense devido ao elevado número de corpos não processados, falta de pessoal e restrições orçamentárias, agravadas pela ação do crime organizado. A situação em Ciudad Juarez é um reflexo da grave crise que o país enfrenta em seu sistema forense, sobrecarregado e sem recursos adequados.
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