Um ataque suicida em uma igreja em Damasco, na Síria, deixou 25 mortos e 60 feridos no dia 22 de junho. O ataque ocorreu na Igreja Ortodoxa Grega do Profeta Elias e foi reivindicado pelo grupo extremista Saraya Ansar al-Sunnah. Milad, uma das vítimas, foi elogiado por tentar impedir o atacante. Seu irmão, Emad, expressou sua dor ao reconhecer o corpo e o chamou de herói. A jovem Angie Awabde, de 23 anos, foi ferida e disse que não se sente segura em seu país, desejando deixar a Síria. O Patriarca da Igreja Ortodoxa Grega, João Yazigi, criticou a resposta do governo e pediu ações para garantir a segurança da população. Após o ataque, dois suspeitos foram mortos e seis detidos. A situação das minorias religiosas na Síria se agrava, com aumento da violência e repressão. A diminuição da população cristã, que antes era de 10%, levanta preocupações sobre o futuro das comunidades religiosas no país.
Um ataque suicida em uma igreja em Damasco, na Síria, resultou na morte de 25 pessoas e deixou 60 feridos. O incidente ocorreu no dia 22 de junho na Igreja Ortodoxa Grega do Profeta Elias, no subúrbio de Dweila. O grupo extremista Saraya Ansar al-Sunnah reivindicou a responsabilidade pelo ataque, que marca um aumento das preocupações sobre a segurança das minorias religiosas no país.
Milad, um dos mortos, foi elogiado por tentar impedir o atacante. Seu irmão, Emad, descreveu a cena trágica e a dor de reconhecer o corpo. “Ele era um herói”, afirmou Emad, que vive em uma comunidade predominantemente cristã. Durante o regime de Bashar al-Assad, as minorias religiosas se sentiam protegidas, mas agora, com a nova administração, muitos temem pela sua segurança.
A jovem Angie Awabde, de 23 anos, estava prestes a se formar na universidade quando foi ferida no ataque. Ela expressou seu desejo de deixar a Síria, afirmando que não se sente segura em seu próprio país. “Nunca esperei que algo assim acontecesse dentro de uma igreja”, disse ela, enquanto se recupera de ferimentos graves.
Reações e Consequências
O Patriarca da Igreja Ortodoxa Grega na Síria, João Yazigi, criticou a resposta do governo, afirmando que um telefonema do presidente Ahmed al-Sharaa não é suficiente. Ele destacou que a responsabilidade do governo é total e pediu ações concretas para garantir a segurança da população. Após o ataque, dois suspeitos foram mortos e seis outros foram detidos em uma operação de segurança.
A situação das minorias religiosas na Síria se agrava, com relatos de violência sectária e uma crescente repressão às liberdades sociais. O diretor-geral da caridade da Patriarquia Ortodoxa, Arquimandrita Meletius Shattahi, alertou que a inação do governo diante de pregadores armados em bairros cristãos contribui para um clima de insegurança.
Com a diminuição da população cristã, que antes representava cerca de 10% da população total, muitos sírios se perguntam sobre o futuro das comunidades religiosas no país. A insegurança e a violência crescente levantam questões sobre a capacidade do novo governo de proteger todos os cidadãos.
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