- Pesquisadores sequenciaram o primeiro genoma humano completo do Antigo Egito a partir de restos de um homem de 4.800 a 4.500 anos.
- Os restos foram encontrados em Nuwayrat, a 265 quilômetros ao sul do Cairo, datando do período do Antigo Império.
- O homem, enterrado em um vaso cerâmico, apresentava um status elevado, mas não elitista.
- A análise revelou que seus ancestrais são semelhantes aos de outros norte-africanos e habitantes do Oriente Médio.
- A equipe liderada por Pontus Skoglund conseguiu extrair DNA autêntico, representando um avanço na compreensão da genética dos antigos egípcios.
Pesquisadores conseguiram sequenciar o primeiro genoma humano completo do Antigo Egito a partir de restos de um homem que viveu entre 4.800 e 4.500 anos atrás. Os restos foram encontrados em um local arqueológico chamado Nuwayrat, a 265 quilômetros ao sul do Cairo, e pertencem ao período do Antigo Império, conhecido como a Era das Pirâmides.
Os cientistas analisaram dentes e ossos de um homem idoso, que foi enterrado em um vaso cerâmico, indicando um status elevado, mas não elitista. O estudo, publicado na revista Nature, revela que os ancestrais do indivíduo são semelhantes aos de outros norte-africanos e habitantes do Oriente Médio. David Reich, geneticista populacional da Harvard Medical School, destacou a importância dessa descoberta, afirmando que sempre houve esperança de obter DNA antigo de múmias.
A extração de DNA de restos egípcios é desafiadora devido ao clima quente da região, que acelera a degradação do material genético. Anteriormente, tentativas de sequenciamento resultaram em dados limitados. Em 1985, o geneticista Svante Pääbo obteve sequências de DNA de uma múmia infantil, mas essas estavam contaminadas com DNA moderno. Um estudo de 2017 também gerou dados limitados de três múmias.
O sucesso da equipe liderada por Pontus Skoglund, do Francis Crick Institute, foi inesperado. Eles conseguiram extrair DNA autêntico de duas amostras dos dentes do indivíduo, permitindo a geração do genoma completo. A análise do cromossomo Y confirmou que os restos pertenciam a um homem, representando um avanço significativo na compreensão da genética dos antigos egípcios.
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