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Descobertas urnas funerárias com restos humanos de 550 anos no Ceará

Novas escavações na Serra do Evaristo revelam restos humanos e artefatos, aprofundando o conhecimento sobre culturas paleoindígenas no Brasil.

Pesquisadores encontram urnas funerárias com restos humanos no Ceará (Foto: Divulgação)
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  • Desde 2012, a Serra do Evaristo, em Baturité, Ceará, tem revelado vestígios arqueológicos, como urnas funerárias e fragmentos de cerâmica.
  • Em março de 2023, novas escavações começaram, revelando restos humanos e utilizando radar de penetração no solo (GPR) para mapear áreas arqueológicas.
  • Os achados incluem urnas funerárias de cerâmica e objetos do cotidiano, indicando práticas funerárias complexas ligadas à Tradição Aratu, um grupo pré-colonial do Nordeste.
  • A equipe de arqueólogos, coordenada por Andrea Lessa e Vinicius Franco, encontrou dentes e ossos humanos que ajudarão a entender a dieta e a organização social das populações paleoindígenas.
  • Apesar de um incêndio em 2018 que destruiu materiais de pesquisa, os estudos continuam com apoio do Museu Nacional e outras instituições, visando ampliar o conhecimento sobre a história das populações indígenas.

Vestígios Arqueológicos na Serra do Evaristo Revelam Cultura Paleoindígena

Desde 2012, a Serra do Evaristo, em Baturité, Ceará, tem sido palco de descobertas arqueológicas significativas, incluindo urnas funerárias e fragmentos de cerâmica. Em março de 2023, novas escavações iniciaram, revelando restos humanos e utilizando tecnologia de radar para mapear áreas de interesse.

Os achados incluem urnas funerárias de cerâmica, vasilhas utilitárias e lâminas de machados polidos. As urnas, que abrigam corpos em posição fetal, são acompanhadas de objetos do cotidiano, sugerindo práticas funerárias complexas. Até agora, cerca de dez urnas foram localizadas, ligadas à Tradição Aratu, um grupo pré-colonial que habitou o Nordeste.

Os arqueólogos Andrea Lessa e Vinicius Franco, do Museu Nacional, coordenam as escavações. Franco destaca que a forma das urnas e a datação preliminar de um dos sítios, com cerca de 550 anos, indicam a presença de populações paleoindígenas antes da chegada dos portugueses. Essas comunidades, distantes do litoral, podem ter preservado melhor sua cultura material.

Novas Escavações e Tecnologias

Após uma pausa devido à pandemia, as escavações de 2023 abriram dez trincheiras, onde foram encontrados dentes e ossos humanos. Esses restos ajudarão a entender a dieta e a organização social das populações antigas. Franco explica que, por meio de análises de nitrogênio e carbono, será possível identificar os alimentos consumidos e as relações sociais mantidas.

Além das escavações, a equipe utilizará o GPR (Ground Penetrating Radar) para mapear a densidade do solo e identificar novas áreas arqueológicas. O material coletado será analisado pelo Instituto Tembetá, contribuindo para um panorama mais amplo das ocupações humanas pré-coloniais no Brasil.

Apesar de um incêndio em 2018 que destruiu materiais de pesquisa, os estudos na Serra do Evaristo continuam, com apoio do Museu Nacional, CAPES e National Geographic. A pesquisa busca não apenas entender a extensão do sítio, mas também conectá-lo a outras regiões do país, ampliando o conhecimento sobre a história das populações indígenas.

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