Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Temporal histórico mata 14 em Juiz de Fora, soterra casas e leva cidade a decretar calamidade pública

Chuva recorde provoca deslizamentos em série, faz o Rio Paraibuna transbordar e deixa 440 pessoas desabrigadas. Buscas por desaparecidos continuam nesta terça-feira (24).

Deslizamentos em juiz de fora. Imagem: Estadão
Deslizamentos em juiz de fora. Imagem: Estadão

Um temporal de intensidade inédita transformou a noite de segunda-feira (23) em cenário de devastação em Juiz de Fora (MG). Ao menos 14 pessoas morreram em deslizamentos registrados em sete endereços diferentes da cidade. A prefeitura decretou estado de calamidade pública ainda durante a madrugada desta terça-feira (24), enquanto equipes seguem nas buscas por desaparecidos. […]

Um temporal de intensidade inédita transformou a noite de segunda-feira (23) em cenário de devastação em Juiz de Fora (MG). Ao menos 14 pessoas morreram em deslizamentos registrados em sete endereços diferentes da cidade. A prefeitura decretou estado de calamidade pública ainda durante a madrugada desta terça-feira (24), enquanto equipes seguem nas buscas por desaparecidos.

Segundo o município, foram contabilizadas 251 ocorrências relacionadas à chuva. Os desmoronamentos atingiram bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Ao todo, 440 pessoas estão desabrigadas e foram encaminhadas para acolhimento provisório organizado pela prefeitura.

Deslizamentos em juiz de fora deixaram mais de 400 pessoas feridas. Imagem: CNN.

O volume de chuva registrado em fevereiro já ultrapassa 584 milímetros — mais que o dobro do esperado para todo o mês, tornando este o fevereiro mais chuvoso da história da cidade. Apenas na segunda-feira, o bairro Nossa Senhora de Lourdes acumulou 186,1 mm; Santa Rita registrou 172,7 mm; e o Distrito Industrial, 161,2 mm.

A força da água fez o Rio Paraibuna subir 65 centímetros em apenas 30 minutos, provocando transbordamentos em diversos pontos. A Ponte Vermelha, no bairro Santa Terezinha, e o mergulhão da Avenida Barão do Rio Branco, no centro, foram interditados. Três córregos também transbordaram.

Além das mortes, a tempestade causou ao menos 20 soterramentos de imóveis, dezenas de deslizamentos de terra, queda de árvores e o desabamento de duas edificações. Bairros ficaram ilhados, vias foram bloqueadas e o transporte foi parcialmente afetado.

“Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados”, afirmou a prefeita Margarida Salomão (PT-MG) ao anunciar o decreto de calamidade, válido por 180 dias. A medida permite acelerar o acesso a recursos estaduais e federais para resposta à emergência.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários atuam desde a madrugada no resgate de vítimas e na busca por desaparecidos. Nas redes sociais, moradores compartilharam vídeos que mostram casas desabando, ruas tomadas pela água e pedidos urgentes de socorro.

As aulas na rede municipal foram suspensas nesta terça-feira, e parte das escolas foi adaptada para servir como abrigo às famílias atingidas. A administração municipal também autorizou trabalho remoto para servidores da sede administrativa.

Enquanto a chuva perde força, Juiz de Fora enfrenta agora o desafio da reconstrução, após uma das piores tragédias climáticas já registradas na cidade.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais