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PF investiga transferências de Deolane e Marçal envolvendo MC Ryan

PF investiga transferências milionárias de Deolane Bezerra e Pablo Marçal em suposto esquema de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão ligado à indústria do entretenimento; eles não foram alvo da operação Narco Fluxo

Deolane Bezerra, MC Ryan SP e Pablo Marçal
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  • A PF investiga transferências milionárias a Deolane Bezerra e a Pablo Marçal no inquérito sobre lavagem de dinheiro ligado à indústria do entretenimento; eles não foram alvos da operação Narco Fluxo de quarta-feira.
  • Deolane movimentou cerca de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio e 30 de junho do ano passado; ela também recebeu R$ 430 mil da produtora de MC Ryan e transferiu R$ 1,16 milhão a um instituto e mais R$ 1,1 milhão a uma empresa de blindagem de veículos.
  • A PF sustenta que a transferência de R$ 430 mil não tem justificativa comercial clara, sugerindo ligação financeira entre Deolane e a produtora de Ryan e outros investigados.
  • Pablo Marçal é apontado pela PF como ligado a MC Ryan SP, em uma transferência relacionada à compra de um imóvel, envolvida no mesmo fluxo investigado.
  • A operação da Polícia Federal prendeu MC Ryan SP, Poze do Rodo e mais 31 pessoas, com apreensão de cerca de R$ 20 milhões em veículos; Deolane e Marçal não foram detidos na ocasião.

A Polícia Federal (PF) investiga transferências milionárias associadas a empresários ligados ao meio artístico, dentro de um inquérito que apura lavagem de dinheiro estimada em R$ 1,6 bilhão na indústria do entretenimento. A operação Narco Fluxo resultou na prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além de Chrys Dias e Raphael Sousa, dono da página Choquei. As diligências apontam movimentos financeiros suspeitos entre esses alvos e os empresários Deolane Bezerra e Pablo Marçal.

Segundo o relatório da PF, Deolane teria movimentado cerca de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio e 30 de junho do ano passado. No mesmo período, houve receptor de R$ 430 mil pela produtora de Ryan, transferência de R$ 1,16 milhão para um instituto e mais R$ 1,1 milhão para uma empresa de blindagem de veículos. A PF sustenta que esses fluxos indicam ligação financeira direta entre artistas, produtores e aliados sob investigação.

Transferências sob investigação

A PF sustenta que a transferência de R$ 430 mil não possui justificativa comercial óbvia, o que, na visão policial, fortalece a hipótese de um ecossistema financeiro compartilhado entre Deolane e MC Ryan SP, com indícios de mistura entre receitas de shows, apostas e rifas.

Sobre Pablo Marçal, a PF aponta conexão com MC Ryan SP em operação relativa à compra de um imóvel. A força policial descreve Marçal como líder do esquema, dentro do contexto de arrecadação e movimentação financeira investigada. No entanto, Deolane Bezerra e Pablo Marçal não foram alvos da ação de quarta-feira, 15, que prendeu Ryan SP, Poze do Rodo e outros 31 investigados, com apreensão de cerca de R$ 20 milhões em veículos.

Contexto e respostas

Deolane já havia sido presa em setembro de 2024, em Pernambuco, sob suspeita de envolvimento em outro esquema de lavagem de dinheiro e apostas ilegais; a prisão ocorreu, segundo a PF, apenas temporariamente. Ela foi liberada poucos dias depois. A defesa de Pablo Marçal informou que a transferência mencionada ocorreu em uma transação imobiliária validada por compliance, registro em cartório e nos órgãos competentes, com eventual apresentação de documentação se solicitada.

A CNN Brasil apura a posição de Deolane Bezerra, já que o espaço de defesa não foi divulgado nesta matéria. As informações oficiais, reconhecidas pela PF, indicam que, embora haja indícios de fluxo financeiro irregular, as pessoas mencionadas não foram alvos da operação Narco Fluxo.”

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