- Promotores retomaram o caso de Chiara Poggi e chamaram Andrea Sempio para depor em Pavia, após novos testes de DNA sob as unhas indicarem conexão com o crime de 2007 em Garlasco, perto de Milão.
- Sempio, que nega as acusações, é formalmente acusado de homicídio voluntário com circunstâncias agravantes de crueldade e deve comparecer nesta semana.
- Os promotores afirmam que Poggi foi morta por Sempio sozinha, supostamente desferindo golpes com um objeto contundente pelo menos 12 vezes.
- O caso envolve a condenação de Alberto Stasi, que já foi condenado após duas absolvições, e agora pode ter a sentença revisada ou anulada.
- Há suspeitas de que o pai de Sempio e um promotor de Pavia tenham envolvimento em suposto suborno para encerrar o caso, ambos negando as acusações.
O caso que fascina a Itália há quase 19 anos teve um novo passo nesta semana: o suspeito Andrea Sempio foi convocado para depor pelos promotores em Pavia. A investigação envolve o assassinato de Chiara Poggi, de 26 anos, em Garlasco, em 13 de agosto de 2007, supostamente motivado pela recusa de suas investidas.
Sempio nega todas as acusações. Ele foi colocado sob investigação após novos exames de DNA encontrados sob as unhas de Poggi serem compatíveis com o seu perfil. A polícia reabriu o caso no ano passado, ligando o suspeito aos vestígios, apesar de já ter havido uma primeira fase de apuração encerrada em 2017.
O promotor busca esclarecer se Sempio agiu sozinho ou com terceiros. No passado, Alberto Stasi foi considerado culpado, mas foi condenado apenas após reviravoltas processuais. Agora, há expectativa de reverter a condenação de Stasi e seguir com o caso de Sempio.
Contexto do caso
O processo, conhecido como o Delitto di Garlasco, ganhou notoriedade pela cadeia de erros iniciais na investigação e pela cobertura da mídia. Stasi era considerado suspeito desde o início, mas foi condenado com base em evidências circunstanciais.
Stasi, hoje com 42 anos, alega inocência desde o início. O caso envolveu ainda controvérsias sobre a origem de evidências, incluindo sinais fora do comum sobre o local do crime e a suposta limpeza de calçados.
Novos desdobramentos
A promotoria atua de modo a encerrar a investigação em breve, com a expectativa de levar Sempio a julgamento. Os advogados de Sempio anunciaram que ele exercerá o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.
Paralelamente, a família Poggi permanece cética quanto a novas investigações. Eles defendem a conclusão de que Stasi é o autor da morte, mantendo a posição oficial já estabelecida pela justiça italiana.
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