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Caso Adalberto: morte de empresário no Interlagos continua sem explicação

Um ano após a morte do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior no Autódromo de Interlagos, a investigação segue em sigilo e sem solução

Viúva relata ‘saudade, dor, tristeza’ e cobra justiça; polícia diz que investigações seguem em sigilo
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  • Um ano após o empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior ser encontrado em uma obra no Autódromo de Interlagos, as circunstâncias da morte permanecem sem solução.
  • A hipótese principal é homicídio por asfixia, possivelmente após briga com seguranças, com o corpo encontrado no buraco de quase três metros dentro da obra.
  • Desapareceu na noite de 30 de maio, após evento de motos; o corpo foi localizado em 3 de junho, sem sinais claros de agressão, e a polícia descartou latrocínio.
  • A investigação já ouviu dezenas de seguranças; em março houve mandados de busca e depoimento de um segurança cujo celular gerou indícios, mantidos em sigilo pela polícia.
  • A administração do Autódromo de Interlagos afirma colaborar com as apurações e reforçou a segurança, enquanto a viúva, Fernanda Dândalo, busca justiça.

O caso do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 35 anos, continua sem solução, um ano após o corpo ser encontrado em uma obra no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A polícia trata o caso como homicídio e a versão inicial aponta para asfixia, possivelmente após uma briga com seguranças. A família busca respostas e a administração do autódromo coopera com as investigações.

Adalberto desapareceu após participar de um evento de motos no autódromo na noite de 30 de maio. O último contato com a esposa, Fernanda Dândalo, foi às 19h40, dizendo que iria jantar em casa. O corpo foi localizado em 3 de junho, em uma vala de quase três metros de profundidade, pertencente às obras de fundação de um muro na pista.

A perícia indicou morte por asfixia mecânica, com o corpo já sem calça e sem tênis. Não houve sinais claros de agressão ou sangue no local; o capacete, a carteira e o celular foram encontrados junto ao corpo. O carro não foi levado, o que afastou a hipótese de latrocínio.

Linha de investigação e sigilo

Dois relatos de segurança prestaram depoimento, com ouvidos de dezenas de profissionais. Em março, mandados de busca foram cumpridos e um segurança, ligado ao evento, foi depor; o conteúdo do celular dele é analisado pela polícia. O inquérito continua sob sigilo e a SSP não confirmou detalhes ou concedeu entrevista solicitada pelo Estadão.

As investigações passaram a focalizar seguranças que atuaram no evento. Empresas Malbork e ESC Fonseccas Segurança prestavam serviço no autódromo; dezenas de profissionais foram ouvidos e celulares foram apreendidos, com parte liberada posteriormente.

A administração do Interlagos informou que a obra permanece em andamento, com medidas para reforçar a segurança. Em nota, afirmou que o acesso à área em intervenção foi readequado e os buracos foram fechados.

Repercussão e legado

Fernanda Dândalo, viúva de Adalberto, abriu espaço para falar sobre a dor e a necessidade de Justiça. A família permanece mobilizada, cobrando esclarecimento sobre o que aconteceu naquele dia. A vítima administrava uma rede de óticas na Grande São Paulo e era piloto amador de kart, tricampeão paulista. Sem filhos, a viúva relata o impacto do ocorrido na vida cotidiana.

O caso permanece sem prisões ou suspeitos identificados até o momento. A polícia mantém o foco em ataque possivelmente envolvendo segurança do evento, com novas informações aguardadas conforme avançam as apurações.

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