Foi Tiradentes quem ficou marcado como único inconfidente a ser enforcado. Em 21 de abril de 1792, ele foi executado pela trasgressão à coroa portuguesa, após participação no movimento de 1789 a 1792 em Minas Gerais. Seu destino final foi violento: cabeça retirada e levada para Vila Rica, atual Ouro Preto, enquanto o corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos da região.
O caso envolve o questionamento ao domínio colonial. Tiradentes era da camada popular, com atividade de dentista de forte carga braçal. Embora não fosse pobre, ele ocupava posição social baixa para a época e promovia publicamente o movimento de resistência.
Diversos fatores explicam a punição extrema, segundo estudiosos. Outros cinco conspiradores foram condenados pela traição à pessoa do rei, mas tiveram perdão da rainha Maria I e foram deportados para a África. A execução de Tiradentes serviu como exemplo para desencorajar questionamentos ao poder de Portugal.
Segundo o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos, a violência contra Tiradentes também funcionou como sinal de alerta para quem pensasse em desafiar o regime. A morte dele consolidou a imagem do movimento como ameaça ao status quo colonial.
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