A crise política no Corinthians se intensificou com o afastamento preventivo de Romeu Tuma Jr, presidente do Conselho Deliberativo. A decisão foi tomada pela Comissão de Ética e Disciplina do clube, após denúncias feitas pelo presidente Augusto Melo e pelo conselheiro Roberto Willian Miguel. O resultado da votação foi de três votos a um a favor do afastamento, com o presidente da comissão, Roberson Medeiros, se abstendo.
A medida é considerada liminar, e o mérito do caso ainda será analisado pela Comissão de Ética, onde Tuma poderá apresentar sua defesa com testemunhas e documentos. A decisão final precisará ser aprovada pelo plenário do Conselho Deliberativo. Tuma, que é candidato à presidência do Corinthians, argumentou que não há previsão estatutária para seu afastamento e que a punição deveria ser decidida pelo plenário.
O afastamento ocorre em meio a um clima de tensão, já que Tuma vinha liderando um processo de impeachment contra Augusto Melo. Ele é acusado de conduzir o Conselho de forma parcial e de prejudicar a imagem do clube com declarações públicas. A Comissão de Ética entendeu que a permanência de Tuma no cargo poderia perpetuar esses danos.
Em resposta ao afastamento, Tuma expressou sua indignação, afirmando que não foi notificado sobre a reunião e que pretende buscar informações detalhadas sobre a decisão. Ele também considera a possibilidade de recorrer à Justiça para reverter a situação, já que foi eleito para um mandato de três anos em 2024.
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