Os internautas brasileiros estão imersos em uma nova febre: as bonecas reborn, que imitam bebês de forma hiperrealista. Este fenômeno, que ganhou força nas redes sociais, envolve mulheres que cuidam dessas bonecas como se fossem crianças reais, compartilhando suas rotinas em vídeos virais.
Recentemente, a popularidade das bonecas levou a propostas de lei por parte de deputados. Um vereador do Rio de Janeiro sugeriu a criação do “Dia das Cigüeñas”, destinado às artesãs que fabricam essas bonecas. A proposta ainda precisa da aprovação do prefeito Eduardo Paes. Além disso, um caso polêmico surgiu quando uma mulher processou sua empresa por não conceder licença maternidade para cuidar de sua boneca reborn, gerando debates acalorados nas redes sociais.
Deputados têm se apressado em apresentar projetos de lei relacionados a esses “bebês”, incluindo a proibição de atendimentos em ambulatórios públicos e privados para as bonecas. Apesar de não haver registros de atendimentos reais, a discussão se intensificou, com um deputado do Amazonas levando uma boneca à Câmara para defender sua proposta. A deputada Talíria Petrone, do PSOL, criticou a situação, pedindo foco em questões mais relevantes.
As bonecas reborn, que surgiram nos anos 90 nos Estados Unidos, foram inicialmente criadas para colecionadores e para fins terapêuticos. No Brasil, a febre parece ter sido impulsionada por influenciadores e celebridades que adotaram a prática, gerando um aumento no interesse por essas bonecas. As mais elaboradas podem custar até dois mil dólares, e o termo “cigüeñas” se popularizou entre as artesãs que as produzem.
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