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Mauro Cid se prepara intensamente para interrogatório sobre trama golpista

Tenente-coronel Mauro Cid depõe em ação penal sobre suposta trama golpista e levanta questões sobre a confiança de Bolsonaro em sua figura.

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi o primeiro réu a ser interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da ação penal que investiga uma suposta trama golpista. O depoimento ocorreu nesta segunda-feira (9) e durou cerca de três horas.

Cid se preparou por quatro dias para o interrogatório, revisando depoimentos anteriores à Polícia Federal. Ele é um dos principais delatores do caso e, por isso, foi o primeiro a ser ouvido. Outros réus, como Jair Bolsonaro e ex-ministros, serão interrogados ao longo da semana.

Durante o depoimento, Cid se defendeu de áudios divulgados pela revista Veja, onde criticava Moraes e a Polícia Federal. Ele descreveu as gravações como um “desabafo” entre amigos e negou ter pressionado a Polícia Federal. O tenente-coronel também foi questionado sobre alegações de fraudes nas urnas, afirmando que não havia evidências que comprovassem tais afirmações.

Detalhes do Interrogatório

O interrogatório foi marcado por tensões, com Cid admitindo a existência de um plano golpista, mas minimizando sua participação. Ele se distanciou de ações radicais e defendeu o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército. Cid afirmou que sempre apoiou ideias que evitavam ações extremas.

Além disso, o tenente-coronel relatou que era procurado por radicais que tentavam incitar Bolsonaro a romper com a ordem democrática, mas insistiu que se manteve afastado dessas discussões. O depoimento é considerado crucial, pois Cid poderá fazer perguntas aos demais réus nas próximas audiências.

Implicações para Bolsonaro

A colaboração de Cid com a Justiça levanta questões sobre a confiança de Bolsonaro em sua figura, já que o ex-presidente o considerava como um filho. Com Cid colaborando, a imagem de Bolsonaro pode ser afetada, especialmente em um contexto onde os demais réus negam as acusações.

O interrogatório de Cid também abordou omissões em seu acordo de delação, incluindo a entrega de dinheiro em uma sacola de vinho, que ele não considerou um ato criminoso. O depoimento continua a ser um ponto central nas investigações sobre os eventos de 8 de janeiro e o papel de Bolsonaro e seus aliados.

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