O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quarta-feira (4) a oficialização da candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado Federal. O anúncio ocorreu durante uma reunião em Brasília, que reuniu 33 senadores do PL, PP, Republicanos e Novo.
Marinho disputará o comando da Casa com o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) que tentará a reeleição, e com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A eleição para a Presidência do Senado está marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027. Para vencer a disputa em primeiro turno, o candidato precisará de pelo menos 41 votos.
O parlamentar potiguar entra na disputa com a vantagem de pertencer à maior bancada da Casa a partir de 2027, quando o PL passará a ocupar 29 das 81 cadeiras do Senado. No entanto, mesmo com os votos de sua sigla, Marinho precisará buscar apoios além de sua legenda para alcançar a maioria absoluta.
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Segundo o candidato, o objetivo de sua gestão será devolver ao Senado a condição de Casa revisora, moderadora e independente, capaz de exercer plenamente suas atribuições constitucionais.
“Nós não somos aqui arautos de uma revolução para botarmos abaixo o que aí está. O que nós propomos e o que nós representamos é uma mudança de volta ao eixo originário da nossa Constituição. O que nós defendemos é o respeito à lei”, afirmou o senador.
Durante o encontro, Marinho ressaltou que conversou com Tereza Cristina na manhã de quarta-feira e sinalizou que ambos compartilham dos mesmos princípios, devendo buscar uma convergência no momento oportuno. O PP, partido da senadora, contará com 6 cadeiras na próxima legislatura.
“A eleição não é uma ação de força, é uma ação de convencimento”, declarou Marinho. “A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos.”
O senador assumiu o compromisso de assegurar a tramitação regular das pautas legislativas, sem travamentos motivados por conveniências políticas ou pressões externas. Entre os exemplos citados, defendeu que a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 seja submetida à deliberação soberana do Plenário.
Apesar das críticas dirigidas ao governo federal, Marinho assegurou que uma eventual gestão sua não atuará para inviabilizar a administração pública nem para travar a aprovação de matérias de interesse nacional.
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