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Prefeitura de SP apresenta planos para o Jockey Club após polêmica das corridas

Prefeitura de São Paulo planeja desapropriar o Jockey Club para criar parque municipal, gerando polêmica entre moradores e autoridades.

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Após a recente derrota judicial que impediu a proibição das corridas de cavalos no Jockey Club de São Paulo, a Prefeitura agora busca uma nova abordagem: a desapropriação do hipódromo. A proposta visa transformar a área de 600 mil metros quadrados em um parque municipal, conforme o Plano Diretor da cidade.

A gestão municipal está avaliando um decreto de Declaração de Utilidade Pública (DUP), que facilitaria o processo de desapropriação. Após a aprovação do DUP, a Prefeitura poderá iniciar as tratativas judiciais necessárias. Não há um prazo definido para essa aprovação. Há a possibilidade de que as atividades do turfe continuem mesmo após a criação do parque.

Um dos principais argumentos para a desapropriação é a dívida tributária do Jockey Club, que soma R$ 829 milhões em IPTU e ISS. O clube contesta esses valores, que estão sendo discutidos em diversas ações judiciais. O terreno, para fins de desapropriação, é avaliado em R$ 93 milhões, enquanto o valor para cobrança de IPTU é estimado em R$ 1,1 bilhão.

Audiência Pública e Reações

Recentemente, a Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal realizou uma audiência pública sobre o tema. O secretário executivo de Desestatização e Parcerias, Luiz Fernando Machado, sugeriu que a manutenção das corridas poderia ser conciliada com a criação do parque. A audiência foi marcada por tensões, com funcionários do Jockey manifestando oposição à desapropriação.

O vereador Isac Félix (PL) criticou o Jockey, chamando seus representantes de “caloteiros” devido à dívida tributária. Desde 2023, o Plano Diretor prevê a transformação do hipódromo em um parque, necessitando da desapropriação do terreno localizado na Avenida Lineu de Paula Machado, no Morumbi.

Controvérsias e Propostas

A proposta de desapropriação gerou divisões entre moradores da região. Enquanto alguns apoiam a ideia de um parque público, outros defendem a preservação do Jockey Club por seu valor histórico e cultural. O ex-governador de Goiás e conselheiro do Jockey, Marconi Perillo, sugeriu a criação de um “parque privado de interesse público”, financiado por empresas parceiras.

A discussão sobre a desapropriação do Jockey Club continua a polarizar opiniões, com interesses imobiliários sendo levantados por alguns moradores. O vereador João Jorge (MDB), autor do projeto de criação do parque, nega qualquer ligação com o setor imobiliário, afirmando que seu objetivo é atender a população paulistana.

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