O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira, 9, os interrogatórios dos réus envolvidos na ação penal sobre a trama golpista. Medidas de segurança foram intensificadas, incluindo a instalação de um detector de metais na entrada da Primeira Turma e a substituição de copos de vidro por copos de papel.
Os depoimentos ocorrerão ao longo da semana, com possibilidade de continuidade na próxima. Cid será o primeiro a depor, devido a um acordo de delação premiada, seguido por outros réus em ordem alfabética. O ex-ministro Walter Braga Netto, que está preso, participará por videoconferência.
Os réus são acusados de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e envolvimento em organização criminosa armada. Além de Cid e Braga Netto, estão no grupo o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o deputado federal Alexandre Ramagem.
Procedimentos dos Interrogatórios
Durante os interrogatórios, o ministro Alexandre de Moraes será o primeiro a questionar, seguido pela Procuradoria-Geral da República. Os advogados dos réus também poderão fazer perguntas, respeitando a ordem alfabética. Os réus têm o direito de permanecer em silêncio, e essa escolha não pode ser utilizada contra eles.
Os depoimentos estão organizados para que, após Cid, a ordem de interrogatório siga alfabética: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Cada réu pode optar por responder apenas algumas perguntas ou apenas aquelas feitas por seus advogados.
A ação penal se concentra em crimes graves, como a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado. O STF busca esclarecer os papéis de cada um dos réus na suposta trama golpista que envolveu figuras proeminentes da política e das forças armadas do Brasil.
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