Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para exibir vídeos durante seu depoimento nesta terça-feira, 10 de outubro. O ex-presidente está sendo investigado por sua suposta participação na tentativa de golpe em 2022 e 2023. A decisão de Moraes se baseou no entendimento de que a apresentação de novas provas deve ocorrer por meio da inclusão nos autos do processo.
Bolsonaro havia manifestado a intenção de usar o depoimento para mostrar gravações que, segundo ele, seriam relevantes para a investigação. Entre os vídeos estavam críticas ao sistema eleitoral feitas por figuras como o ministro do STF Flávio Dino e o ex-ministro Carlos Lupi. O ex-presidente argumentou que essas imagens demonstrariam que suas críticas eram meras discordâncias técnicas, amparadas pela liberdade de expressão.
Moraes destacou que o interrogatório não é o momento apropriado para a apresentação de provas novas. Ele afirmou que a defesa deve incluir os vídeos nos autos, permitindo que as partes se manifestem sobre eles. “No interrogatório, o réu e sua Defesa podem utilizar, apontar e fazer referência a qualquer prova presente nos autos,” declarou o ministro.
Apesar da proibição, Bolsonaro fez referências a algumas falas durante o depoimento, incluindo a de Lupi, que defendia a impressão do voto. O ex-presidente também mencionou um vídeo de novembro de 2022, onde pedia a seus apoiadores que desobstruíssem rodovias ocupadas em protesto contra os resultados eleitorais, enfatizando a importância da legitimidade do movimento. A expectativa é que o depoimento traga novos desdobramentos à investigação em curso.
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